Problemas dos pés brasileiros

Problemas dos pés brasileiros

A- Dores nos pés

Dores ou dormência nos pés são muito comuns na população brasileira. Veja na tabela abaixo:

Dores ou dormência nos pés são muito comuns na população brasileira

Examinando as estatísticas sobre homens e mulheres que responderam “nunca” ter dores nos pés chegamos às seguintes conclusões:

Observações :

  1. Um maior percentual de homens “nunca” sentiu dores no pés.
  2. O pé saudável que nunca teve dores permanece o mesmo (percentualmente) de jovem a idoso.

pesquisa pes brasileiros 36 

Observações:

Do jovem ao idoso dores nos pés são preponderantes para ambos os gêneros. Existe um enorme mercado de produtos para reduzir as dores nos pés. Produtos para redução de dores nos pés em pessoas acima de 50 anos são atraentes para mais de 85% da população.

 

Localização da dor no pé

Pessoas com dores nos pés relatam ter dor em mais de uma região do pé. Na média são 2 regiões com dores nos pés. Veja as observações sobre o quadro abaixo:

 Localização da dor no pé

  1. Homens têm menos regiões de dores no pés que mulheres.
  2. Idosos têm mais regiões afetadas por dores nos pés que os mais jovens. As dores são mais concentradas em idosos.

 

% Pessoas com dores no pés (não inclui pessoas sem dor)

pesquisa pes brasileiros 38

Observação:

  1. Pessoas com mais de 50 anos têm um alto índice de dores nos pés em mais de uma região que pessoas mais jovens.

 

Dores nos pés versus exercícios e prática de esportes

Pessoas que praticam esportes ou exercem alguma atividade física têm menos dores no pés. 48,8% dos respondentes praticam alguma atividade física ou esporte.

Dores/dormência nos pés HOMEM MULHER

 Observações:

Apesar dos que praticam exercício demonstrar menos dores dos que não praticam, mesmo assim ainda sentem dores ou dormência.

Apenas 22,8% dos homens e 12,4% das mulheres que praticam esportes ou se exercitam não têm dor no pé ou dormência. A venda de produtos para redução das dores nos pés em academias e clubes de esportes tem forte apelo. Reduzir as dores ou a dormência nos pés pela prática esportiva, parece ser pequena.

 

Dores nos pés versus esportes praticados

Veja abaixo a tabela que demonstra o percentual de esportistas por tipo de esporte que sofrem dores nos pés ou dormência.

% de praticantes de esportes que sofrem dor ou dormência

praticantes de esportes que sofrem dor ou dormência

Observações:

A tabela acima demonstra que a dor ou dormência nos pés para cada modalidade esportiva praticada varia muito pouco. O tipo de esporte praticado não parece interferir na quantidade de dor. Pessoas que praticam esportes apresentam dor ou dormência nos pés e oferecem uma excelente oportunidade de mercado . A dor no pé, provavelmente, afeta negativamente suas atividades esportivas.

Uma pequena redução na dor/dormência nos pés está relacionada ao aumento da frequência de exercício ou prática de esportes para os homens. Não existe a mesma relação com as mulheres.

 pesquisa pes brasileiros 41

 

Duração dos exercícios/esportes versus % respondentes com dores nos pés ou dormência.

Duração dos exercícios/esportes versus % respondentes com dores nos pés ou dormência

Observação:

  1. É possível haver uma pequena relação entre quanto maior a duração do exercício ou esporte menor a frequência de dor / dormência.

 

Como o peso dos respondentes influencia na dor/dormência dos pés

Como o peso dos respondentes influencia na dor/dormência dos pés HOMENS

 

Como o peso dos respondentes influencia na dor/dormência dos pés MULHER

Observações:

  1. Para ambos, homens e mulheres, à medida que o peso aumenta a % dos respondentes com dor “sempre” aumenta.
  2. Para ambos, homens e mulheres, conforme o peso aumenta a % de respondentes que “nunca” têm dor ou dormência no pé diminui.
  3. Os pesos pesados têm mais dor no pé do que medianos ou pesos leves.

 

 

Dores ou dormência nos pés versus horas em pé por dia

Dores ou dormência nos pés versus horas em pé por dia

 Observações:

  1. Para ambos, homens e mulheres, quanto mais tempo em pé por dia mais dor ou dormência nos pés.
  2. Mais de 10 horas por dia em pé resulta em mais do que dobro na frequência de dores nos pés nas categorias sempre e muitas vezes.

 

 

Tamanho do pé versus dores/dormência nos pés

Tamanho do pé versus dores/dormência nos pés

Observação:

  1. Tamanho do sapato ou tamanho dos pés não parecem apresentar influência na de dor.

 

Renda mensal versus dores/dormência nos pés

Como esperado a tabela abaixo demonstra não haver relação entre dores ou dormência nos pés com a renda mensal.

Renda mensal versus dores/dormência nos pés

 

Dores /dormência nos pés versus Índice de Massa Corporal (IMC)

O Índice de massa corporal (IMC=kg/m2) foi calculado para cada participante da pesquisa. A tabulação cruzada abaixo indica claramente o aumento da dor/dormência quanto maior for índice de massa corporal.

Dores /dormência nos pés versus Índice de Massa Corporal (IMC)

Dores /dormência nos pés versus Índice de Massa Corporal (IMC) MULHER

 

Observações:

Mesmo homens e mulheres com peso baixo , sofrem relativamente muito com dores nos pés. Apenas 25% dos homens e 14% das mulheres que estão abaixo do peso nunca tiveram dor ou dormência nos pés.

A distribuição da amostra mostra a vaidade das mulheres uma vez que 53,5% estão com peso normal ou abaixo do peso contra apenas 38,3% dos homens.

 

Quando a dor no pé acontece?

A tabela a seguir indica quando a dor acontece e mostra algumas conclusões muito interessantes. Podemos observar o seguinte:

  1. De 13% e 17% das pessoas com dor no pé dizem que as dores são provenientes de impacto. Isto é bem menos do que a dor proveniente por outras causas.
  2. Na maior parte das vezes as dores nos pés estão relacionadas ao tempo em pé ou à atividade intensa. Estas categorias representam entre 70% e 75% das causas de dores nos pés.
  3. As dores nos pés que ocorrem ao acordar/levantar da cama ou depois de um período de inatividade prolongada estão entre 9% a 17% das dores.

Quando a dor no pé acontece?

 

Intensidade da dor no pé

A dor no pé foi avaliada numa escala de 1 a 10. A tabela abaixo demonstra o seguinte:

  1. A intensidade da dor nas mulheres é muito maior que nos homens.
  2. A dor no pé mais intensa tanto para homens quanto mulheres é no calcanhar.
  3. O tendão de Aquiles é a segunda área mais dolorida, tanto para homens quanto para mulheres.
  4. O efeito de sapatos de bico fino é claramente mostrado pelos níveis elevados de dor na lateral do dedão.
  5. Elevados níveis de dor na parte superior dianteira do pé, indicam que tanto homens quanto mulheres utilizam sapatos apertados.
  6. Em homens e mulheres, a elevação do calcanhar parece criar altos níveis de dor no tendão de Aquiles. A elevação encurta o tendão de Aquiles que, quando esticado, causa dor.

Intensidade das dores nos pés numa escala de 1 ao 10

 

Área de pressão versus frequência de dor/dormência nos pés

Uma indicação do efeito no aumento da pressão por unidade de área foi calculado dividindo-se o peso pelo tamanho do sapato. A tabela a seguir mostra claramente que:

  1. Cargas mais elevadas por unidade de área (peso / tamanho do sapato) estão correlacionadas com frequências mais elevadas de dor.
  2. Pessoas com pés pequenos e com sobrepeso ou obesas apresentam mais dores do que as pessoas com pés grandes e mesmo peso.
  3. As mulheres têm dores /dormência nos pés muito mais frequentemente que os homens com a mesma carga por unidade de área (tamanho do sapato).

 Área de pressão versus frequência de dor/dormência nos pés

 

Localização das dores /dormência nos pés

A maioria das pessoas com dores ou dormência nos pés as têm em mais de uma região. Por esta razão, o total da porcentagem de todas as regiões é muito maior do que 100%. Os respondentes, em média, apresentam dores/dormência em 2,19 áreas diferentes dos pés.

Segue a porcentagem de pessoas com dores e dormência nos pés por região do pé.

dores e dormência nos pés por região do pé

 

O calcanhar é, para homens e mulheres, o local de mais dor. Quase 40% dos homens e mulheres com dores nos pés têm dor no calcanhar.

A segunda região com mais dor é o primeiro metatarso, 29,8% das mulheres e 25,3% dos homens. Dores nos outros metatarsos e na planta do pé ocorrem com frequência muito próxima, figurando como terceira e quarta regiões.

Em resumo, o calcanhar, metatarsos e planta dos pés são líderes na frequência de dor no pé.

Surpreendentemente dormência é também muito frequente e varia entre 7% e 17% para cada uma das áreas. Dormência é mais predominantemente encontrada no dedão, outros dedos e no calcanhar.

 

Distribuição de dor/dormência, entre pé esquerdo, direito e ambos

A tabela a seguir mostra a distribuição de dor e dormência entre os pés. Pode-se concluir o seguinte:

  1. Pessoas com dores em ambos os pés: um mínimo de 47,6% a um máximo de 83,6%.
  2. Em todas as regiões com dor, as mulheres apresentam maior percentual em ambos os pés do que homens.
  3. A distribuição de dormência segue de perto a distribuição de dor.

% de ocorrência de pessoas que tem dores nos pés e dormência

ocorrência de pessoas que tem dores nos pés e dormência

 

B- Unhas Encravadas

Unhas Encravadas

39,4% da população tiveram ou têm unha encravada, 34,8% homens e 43,8% mulheres. Destes, 93,6% no dedão. Mais uma vez, as mulheres apresentam mais unha encravada do que os homens, devido ao uso de calçados impróprios. Tanto para homens como para mulheres, unhas encravadas aparecem em qualquer idade.

Faixas etárias e incidência de unha encravada para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de unha encravada para homens e mulheres

 

O aumento de peso tem influência na incidência de unhas encravadas, pois os sapatos ficam mais apertados.

IMC (índice de massa corpórea) e incidência de unha encravada para homens e mulheres

IMC (índice de massa corpórea) e incidência de unha encravada para homens e mulheres

50% da população trata suas unhas encravadas por si próprios, 33,8% tratam com pedicures e 15,8% com podólogos. Esses 50%, que correspondem a aproximadamente 20% da população brasileira adulta, representam um mercado potencial para pedicures e podólogos.

 

C- Pé de atleta/Frieira/Micoses

Pé de atleta/Frieira/Micoses

31,4% da população sofreu com pé de atleta ao menos uma vez nos últimos 3 meses. Deste total, 59,2 % tratou com pomada e 27,2% com talco especial. Ou seja, 86,5% da população com pé de atleta consome produtos de farmácia para tratar a lesão.

Tanto para homens como para mulheres, em relação à idade, a maior incidência ocorre na faixa de 35 a 55 anos para mulheres e 35 a 65 para os homens, provavelmente por ser o período da vida com atividade profissional mais intensa e portanto o uso mais frequente de meias e sapatos fechados.

O peso mostra um aumento da incidência de pé de atleta quanto maior for o IMC.

 

Homens

Faixas etárias e incidência de fungos/micose (pé de atleta) para homens

pesquisa pes brasileiros 59 AA

 

IMC (índice de massa corpórea) e incidência de fungos/micose (pé de atleta) para homens

IMC (índice de massa corpórea) e incidência de fungos/micose (pé de atleta) para homens

 

IMC (índice de massa corpórea) e incidência de fungos/micose (pé de atleta) para mulheres

IMC (índice de massa corpórea) e incidência de fungos/micose (pé de atleta) para mulheres

 

D- Gota

7,5% da população geral teve gota nos últimos 12 meses. Acomete em maior incidência os homens e na faixa de idade mais avançada. Enquanto toda a população tem índice de 7,5%, os homens, na faixa de 65 a 69 anos apresentam 17,1% de incidência de gota. E, deste total, 53,3% tomou remédio para curar a crise e 26,7% fez dieta específica para gota.

Faixas etárias e incidência de gota para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de gota para homens e mulheres

Há um mercado potencial de 4,5% da população adulta brasileira de remédios para gota, sobretudo homens com mais de 60 anos (é o nicho do mercado).

 

Infecção por micose de unha

16,7% da população apresentou infecção por micose de unha nos últimos 12 meses. Deste total, 46,8% trataram com pomadas, 26,2% com esmalte específico e 20,6% com medicamento. Ou seja, 93,6% da população com a infecção é consumidora de produtos de farmácia para tratar a lesão. Isto é, 15,6% da população brasileira adulta é potencial consumidora de produtos para infecção de unha por micose.

Tais infecções aumentam com a idade, tanto para homens como para mulheres e com o aumento de peso. Pessoas com IMC mais alto tendem a apresentar mais infecção.

Faixas etárias e incidência de infecção de unha por micose para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de infecção de unha por micose para homens e mulheres

 

E- Bolhas

39% da população têm ou teve bolhas nos pés nos últimos 12 meses. Elas surgem com o excesso de atrito, como no caso de calçados apertados ou ainda por queimaduras ocasionadas pelo frio, calor ou muito sol, doenças na pele, alergias e irritações na pele provocadas por agentes químicos, e excessos na prática de exercícios

Mais uma vez as mulheres sofrem mais do que os homens, e as mais jovens sofrem bem mais do que as mais idosas.

Faixas etárias e incidência de bolhas para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de bolhas para homens e mulheres

O aumento do peso não interfere na incidência de bolhas.

O mercado potencial, 39% da população adulta e com foco nas mulheres jovens e em esportistas, é consumidor de produtos como:

– meias de algodão ou especiais que protegem os pés

– adesivos (patches) para evitar a dor causada por bolhas

– pomadas e medicamentos para evitar infecções causadas por bolhas

 

F- Calos

46,2% da população têm ou tiveram calos nos pés nos últimos 12 meses.

calos nos pés nos últimos 12 meses

 

A incidência de calos nos pés nas mulheres é duas vezes maior do que nos homens. Os calçados usados pelas mulheres, de salto alto e pontas estreitas, são os maiores causadores de calos. Como no caso das bolhas, a incidência maior é em mulheres jovens.

Há um mercado potencial enorme de produtos e profissionais para tratar calos, um mercado estimado em 46% da população adulta, com foco em mulheres jovens:

– podologistas – profissionais para o tratamento e eliminação dos calos

– palmilhas – previnem o aparecimento dos calos ao acomodar melhor os pés nos sapatos

– cremes e emolientes – ajudam no tratamento dos calos

– sapatos conforto, uma vez que, para evitar o aparecimento de calos, é preciso eliminar atrito e fricção do pé no calçado, provenientes de calçados apertados e com ponta estreita ou fina.

 

Mulheres mais jovens apresentam mais calos, provavelmente devido aos calçados. Na terceira idade os sapatos são mais confortáveis, evitando o aparecimento de calos.

O aumento do peso não é indicativo de aparecimento de calos.

Faixas etárias e incidência de calos para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de calos para homens e mulheres

 

G- Verrugas Plantares

4% da população tem ou teve verrugas plantares nos últimos 12 meses. Popularmente conhecida como “olho-de-peixe”, a verruga plantar se apresenta como um espessamento e elevação da pele dos pés, com uma região amarelada e um ou mais pontos negros centrais. É causada pelo vírus do papiloma humano HPV e deve ser tratada com um dermatologista e também com podólogos, pois muitas vezes provoca dores ou incômodo ao caminhar. Devido à sua natureza infecciosa, essa lesão da pele podem permitir a disseminação para outras pessoas ou para outros locais no corpo da mesma pessoa.

É um mercado potencial dos seguintes produtos e serviços:

– tratamento cirúrgico e ácido e tratamento cirúrgico a laser

– crioterapia ou retirada da verruga plantar por congelamento com nitrogênio líquido a baixíssima temperatura, matando o tecido da verruga e o vírus causador

– ácido salicílico

– fita isolante para verrugas plantares

– palmilhas com pontos de alívio para a região afetada para eliminar as dores

 

A incidência de verrugas plantares aumenta com a idade, para homens e mulheres, mas o peso não é fator gerador das verrugas.

 

Faixas etárias e incidência de verrugas plantares para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de verrugas plantares para homens e mulheres

 

Veja a seguir os produtos e técnicas mais utilizados pela população no tratamento de verrugas plantares:

tratar as verrugas plantares

50% da população com a patologia não fizeram nada para tratá-la. Isso demonstra um mercado de 2% da população brasileira adulta potencial consumidora que, com informações adequadas, passará a utilizar os produtos e serviços para o tratamento.

 

H- Rachaduras na pele do calcanhar

40,1% da população têm ou tiveram rachaduras no calcanhar nos últimos 12 meses, sendo que as mulheres apresentam o dobro de incidências que os homens. O surgimento de fissuras aumenta com o clima seco, mas pode ter outras causas. As lesões podem ser provocadas por doenças como diabetes, hipertensão, obesidade, doenças cardíacas ou problemas vasculares.

Para tratar é preciso hidratar a pele dos pés com cremes específicos, à base de uréia ou lactato de amônia, portanto este é um grande mercado consumidor de tais cremes.

rachaduras na pele do calcanhar

 

A idade não interfere na incidência de rachaduras, há um ligeiro aumento na faixa dos 35 aos 60 para diminuir novamente na terceira idade.

O aumento de peso aumenta a incidência de rachaduras no calcanhar:

Faixas etárias e incidência de rachaduras no calcanhar para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de rachaduras no calcanhar para homens e mulheres

 

I- Pele ressecada nos pés

65,3% da população têm ou tiveram pele ressacada nos pés nos últimos 12 meses, sendo que as mulheres apresentam o dobro de incidências que os homens. 75% a 82% (dependendo da faixa etária) das mulheres relataram ter pele seca. É um mercado potencial enorme para cremes hidratantes e produtos esfoliantes para os pés.

pele seca (ressecada) nos pés

Há aumento de pele seca para mulheres com o aumento de peso, mas a idade não afeta a incidência. Para os homens tanto o aumento de peso como a idade aumentam a incidência de pele seca.

Veja a seguir:

Faixas etárias e incidência de pele seca para homens e mulheres

Faixas etárias e incidência de pele seca para homens e mulheres

 

J- Odor nos pés

68% da população tem problema de odor (chulé) nos pés.

O suor excessivo do corpo, causado por alterações no organismo resultantes de problemas de tireóide, menopausa ou estresse, e altas temperaturas formam o ambiente perfeito para a multiplicação de bactérias que causam a bromidrose, ou o chulé, nome popular para os casos em que ocorre nos pés. Entretanto, qualquer pessoa, independente da idade ou gênero, está suscetível ao chulé.

odor nos pés (chulé)

 

Este público é um grande mercado consumidor potencial dos seguintes produtos utilizados no tratamento de odor dos pés:

– antimicóticos a base de cremes ou talcos

– meias de algodão

– talcos antissépticos

– sapatos de couro

 

Para mulheres e homens, o aumento de peso revela uma maior incidência de “chulé”. Tanto para homens como para mulheres há uma diminuição na incidência de “chulé” com a idade.

 

Homens:

Faixas etárias e incidência de odor nos pés para homens

Faixas etárias e incidência de odor nos pés para homens

 

Mulheres:

Faixas etárias e incidência de odor nos pés para mulheres

Faixas etárias e incidência de odor nos pés para mulheres

 

K- Pés Diabéticos

Pés diabéticos são um grande problema devido à dificuldade em se curar as úlceras e lesões que ocorrem devido à neuropatia diabética. A pesquisa analisou a frequência do diabetes, neuropatia, úlceras e lesões e o uso de sapatos especiais.

A frequência do diabetes aumenta com a idade, com o índice de massa corpórea e com a renda mensal. Há intercorrelação entre essas variáveis. A seguir estão os quadros que mostram a frequência de diabetes para homem / mulher, conforme a idade, IMC e renda mensal.

Idade vs % Diabetes % de respondentes com diabetes

Observações:

  1. Homens têm mais diabetes do que mulheres.
  2. A frequência do diabetes acelera rapidamente com a idade e afeta 21,1% dos homens e 13,4 % das mulheres na faixa etária de 65- 69.
  3. Pessoas obesas têm mais diabetes do que pessoas com baixo peso.
  4. Para os homens a frequência da ocorrência de diabetes aumenta com a renda mensal mas para as mulheres não. Provavelmente refletindo o cuidado com a alimentação que as mulheres de alta renda mensal possuem.

 

Perda de Sensibilidade nos pés

Analisando os respondentes com diabetes, verifica-se que uma parcela significativa que está perdendo a sensibilidade nos pés por neuropatia periférica. Veja abaixo a análise de pessoas com diabetes que estão perdendo a sensibilidade nos pés.

Perda de Sensibilidade nos pés

Observação:

Surpreendentemente, a parcela de diabéticos que está perdendo a sensibilidade em seus pés não parece mudar em qualquer padrão. Para todos os diabéticos da amostra 26,4% dos homens e 22,1% de mulheres estão perdendo a sensibilidade em seus pés.

 

Lesões (feridas) nos pés diabéticos que perderam a sensibilidade nos pés.

Diabéticos com perda de sensibilidade nos pés têm problemas com lesões. 30,2% dos homens e 19,7% das mulheres com perda de sensibilidade nos pés tiveram ou têm lesões.

 

Diabéticos

Utilização de sapatos especiais ou palmilhas para reduzir lesões nos pés.

Dos diabéticos, 24,8% dos homens e 21,7% das mulheres usam sapatos especiais ou palmilhas para reduzir as lesões nos pés. Estes números são muito semelhantes à parcela de diabéticos que estão perdendo a sensibilidade nos pés, isto é, 26,4% dos homens e 22,1% das mulheres.

Conclusão: Quase todas as pessoas com diabetes com perda de sensibilidade em seus pés usam sapatos especiais para mais conforto ou palmilhas para evitar as lesões.

Isto representa um enorme mercado de sapatos especiais e palmilhas para atender os 24,4% de diabéticos e ajudá-los a evitar feridas e lesões.

 

L- Pés quentes e que suam muito

Pés quentes e que suam muito

89,1% da população relata que seus pés esquentam muito e suam quando usam sapatos fechados.

Quanto mais obesa é a pessoa, mais seus pés esquentam e suam. Quanto mais jovem, também há maior incidência de pés quentes e suados.

Homens:

pés quentes e suados para homens

 

Mulheres:

pés quentes e suados para mulheres

 

É um amplo mercado para produtos para suor dos pés como:

– talcos

– desodorantes de pé

– cremes especiais

– sapatos que absorvem ou evitam a transpiração e o calor excessivos

 

M- Fraturas nos pés

Quantas pessoas sofreram fraturas nos ossos dos pés?

Por idade

fraturas nos ossos dos pés IMC E IDADE

Observações:

  1. Mulheres têm 9,3% mais fraturas do que homens.
  2. Aumento na porcentagem de fraturas em pessoas com mais idade.
  3. Quando as pessoas atingem 50 anos de idade, cerca de 20% já tiveram alguma fratura nos pés.