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Dia mundial do Diabetes, a doença silenciosa


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O Diabetes mata. E o número de óbitos por conta da doença está em disparada no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 400 mil mortes entre 2010 e 2016 tiveram algum vínculo com a doença, o que representa um crescente de 12,6%. O aumento, porém, não é uma característica exclusiva dos brasileiros. De acordo com dados da OMS, o diabetes causa a morte de 1,5 milhão de pessoas por ano – e possuí o título de oitava doença mais mortífera do ranking global.

Entre os 10 países com mais diabéticos no planeta, o Brasil ocupa a quarta posição – cerca de 12,5 Milhões de pessoas. O mais preocupante é que esse número não para de crescer: em 10 anos, a quantidade de diabéticos aumentou 61,8% no país. Número suficiente para alarmar os principais órgãos de saúde da nação.

De acordo com o relatório, as mulheres são as mais afetadas, com 9,9%, enquanto que 7,8% dos homens convivem com a doença. Neste caso, são os fatores biológicos, como a menopausa e o período de gestação, que justificam essa diferença.

 

gráfico que mostra a quantidade de pessoas com diabetes de acordo com a idade

Fonte: Vigitel Brasil 2016

 

Entre os pacientes com a doença, apenas 10% convivem com o diabetes tipo um, em que o pâncreas não produz a quantidade de insulina que o corpo precisa. Mas isso é só a ponta do icebarg. O balde de água fria vem quando analisamos o restante do bloco de gelo, chamado de diabete tipo dois (Mellitus). De acordo com a fisioterapeuta Key Fujisaki, “Essa condição surge por conta da interação de fatores genéticos e ambientais, que contribuem para o aumento de glicose no sangue”.

Outro dado que chama a atenção é o boom da obesidade no Brasil. Os números divulgados pelo Ministério da Saúde revelam que 18,9% da população acima de 18 anos, e que reside nas capitais brasileiras, é obesa. Na primeira vez em que o trabalho foi realizado, em 2006, a parcela era de 11,8%. Isso significa um aumento de 60,2% em pouco mais de dez anos.

De acordo com a fisioterapeuta, o aumento no número de diabéticos acontece devido às mudanças nos hábitos e no estilo de vida. A obesidade, a falta de exercício físico e o consumo exagerado de comidas industrializadas, ou com muita gordura, contribuem diretamente para o desenvolvimento da doença. Isso porque o excesso de peso e os maus hábitos alimentares dificultam a ação da insulina. Quando a obesidade não é tratada, a resistência persiste – até que as células do pâncreas cheguem à falência. Consequentemente, a produção de insulina diminui; e a glicose no sangue aumenta.

E é aí que mora o perigo: o retardamento da contensão de glicose pode ser prejudicial para diversos órgãos do corpo, por dificultar o trabalho do sistema vascular. É a partir dessa etapa que as consequências mais severas começam a aparecer. Conforme os dados do Atlas IDF 2017 – Diabetes no Brasil, doenças cardiovasculares são as principais causas de morte dos diabéticos no país.

A pesquisa também aponta que a amputação dos membros inferiores é de 10 a 20 vezes maior na população com diabetes do que na população geral. Para a fisioterapeuta, isso acontece porque a condição faz com que uma parcela dos diabéticos perca a sensibilidade nos pés, o que dificulta sentir dores na região. “Nos diabéticos, qualquer inflamação é mais complicada de cicatrizar ou ser controlada. Por isso, a lesão fica exposta, o que aumenta o risco de infecção. Quando o tecido fica infectado, é necessário amputá-lo”.

Em junho de 2014, a Sociedade Brasileira de Diabetes divulgou que 60% das amputações das extremidades inferiores estavam relacionadas ao diabetes mellitus, e não a acidentes de trânsito ou de trabalho.

Nos pés, um jeito fácil de evitar que isso aconteça é usar palmilhas. Quando personalizadas, elas podem redistribuir o peso sobre o pé e aliviar o pico de pressão, que é o principal responsável pelos processos inflamatórios no local.

 

As vantagens de usar palmilhas sob medida

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