Diabetes

1. Glicosímetro: aparelho mensura a concentração de glicose no sangue

1. Glicosímetro: aparelho mensura a concentração de glicose no sangue

A diabetes mellitus é uma das principais doenças crônicas e afeta populações em todos os estágios de desenvolvimento econômico e social. Existem três tipos de diabetes: diabetes tipo 1, diabetes tipo 2 e diabetes gestacional.

 

DIABETES TIPO 1

A causa exata da diabetes tipo 1 ainda é desconhecida, mas a maioria dos médicos acredita no envolvimento do fator genético. O desenvolvimento dessa patologia acontece quando o pâncreas não produz ou produz em quantidade insuficiente o hormônio da insulina, devido à destruição das células responsáveis pela produção desse hormônio. A principal função da insulina é realizar a entrada da glicose na célula e quando isso não ocorre, a quantidade de glicose no sangue é elevada (condição conhecida como hiperglicemia).

A diabetes tipo 1 pode causar uma série de sintomas em seus portadores. A seguir, destacamos alguns dos principais:

  • • Vontade frequente de urinar
  • • Perda de peso sem motivo aparente
  • • Aumento da fome e da sede
  • • Boca seca
  • • Fraqueza e fadiga
  • • Feridas com difícil cicatrização
  • • Visão embaçada

DIABETES TIPO 2

Já a diabetes tipo 2, ocorre em 90% dos casos de diabetes. O pâncreas produz uma quantidade insuficiente ou produz a quantidade necessária de insulina, porém são ineficientes e o organismo não consegue usá-la da forma correta. Isso cria um quadro de resistência. Os principias fatores de risco para a diabetes tipo 2 são: idade acima de 45 anos, obesidade e sobrepeso, diabetes gestacional anterior, histórico familiar de diabetes tipo 1, sedentarismo, triglicerídeos elevados e hipertensão. Por isso, realizar atividade física e manter bons cuidados com a alimentação são fatores importantíssimos para a prevenção desse tipo de diabetes.

Os sintomas da diabetes tipo 2, em geral, são bastante semelhantes aos sintomas da diabetes tipo 1. No entanto, eles tendem a se desenvolver mais lentamente. A diabetes tipo 2 pode, inclusive, ser uma doença assintomática por anos. Por isso, é fundamental buscar auxílio médico caso apresente alguns desses sintomas, sobretudo, quando associados aos fatores de risco.

DIABETES GESTACIONAL

O terceiro tipo de diabetes é a diabetes gestacional, que aparece durante a gravidez e desaparece logo após o parto. Normalmente, ela é detectada pelo médico durante o acompanhamento gestacional, que monitora o risco para o bebê e para a mãe. Gestantes que tiveram diabetes gestacional têm uma propensão maior para o desenvolvimento da tipo 2.
Raramente a diabetes gestacional causará sintomas. Então, vale apostar na prevenção e realizar exames periódicos durante toda a fase da gravidez.

 NEUROPATIA PERIFÉRICA

É preciso manter cuidado constante, porque qualquer tipo de diabetes pode evoluir para uma neuropatia periférica (condição que ocorre quando algum nervo do sistema nervoso periférico é afetado).

Neuropatia periférica

2. Neuropatia periférica


 

Os sintomas mais frequentes dessa neuropatia são: dores em queimação e formigamentos nos pés e mãos, alteração da sensibilidade ao tato, à pressão, vibração e até elevadas temperaturas, além de ressecamento da pele nas extremidades. Dessa forma, com a redução da sensibilidade protetora, o paciente diabético precisa redobrar os cuidados com os seus pés, para evitar complicações como surgimento de úlceras, que são extremamente difíceis de serem cicatrizadas, pois devido à má circulação local, o processo natural de cicatrização acaba sendo comprometido e torna-se menos eficiente.
 
Dicas para evitar esse tipo de complicação

Quando a neuropatia está presente nos diabéticos, cuidados simples e eficazes podem impedir complicações como a formação de úlceras. Examine seus pés diariamente, procurando por mudanças na temperatura, coloração e feridas. Olhe bem entre os dedos, a sola dos pés e o dorso. Se precisar, use um espelho para conseguir inspecionar atenciosamente cada região.

Comparação entre pé normal e pé com formação de úlcera

3. Comparação entre pé normal e pé com formação de úlcera

 
Outro cuidado importante é manter uma boa hidratação dos pés: aplique creme ou óleo no dorso e planta dos pés, garantindo que o creme seja bem absorvido pela pele para não gerar umidade. Deixe sempre as unhas bem aparadas e, se for cortá-las, é preferível que o faça durante o banho, pois a unha estará amolecida. O ideal é que após conseguir um comprimento ideal, faça a manutenção apenas lixando e não usando materiais pontiagudos.

Outra boa dica é o uso de palmilhas que distribuam as pressões plantares adequadamente. Normalmente, o pé diabético é um pé chato (arco desabado) e algumas pressões ficam concentradas em determinadas regiões. Essa concentração de pressão faz com que o pico de pressão seja muito maior ao andar, isso acaba sendo um fator de risco para aberturas de úlceras. O ideal é a palmilha também ter um material macio, proporcionando maior conforto e contribuindo para prevenção de úlceras.

Além disso, o uso correto do calçado também é fundamental. Já existem vários calçados produzidos especialmente para os diabéticos, estes ajudam a manter o espaço interno adequado para não gerar atrito entre o pé e o material do calçado. São calçados fechados, o que evita que o diabético se machuque com algum material cortante.

 PALMILHA PÉS SEM DOR PARA DIABÉTICOS

Pensando na necessidade de cuidados especiais dos pés diabéticos, a Pés Sem Dor desenvolveu uma palmilha especial, chamada Contato Total. Ela foi pensada especialmente para os diabéticos e pode ser usada inclusive por pacientes com neuropatias periféricas. A palmilha é feita sob medida para os pés de cada pessoa e possui uma camada de plastazote: material que proporciona mais conforto e maciez, além de redistribuir a carga lesiva nas áreas com excesso de pressão plantar, ajudando na prevenção das úlceras e lesões plantares.

Palmilha Contato Total

4. Palmilha Contato Total