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Diabetes

O diabetes afeta qualquer pessoa independentemente da idade, sexo ou raça. Muitas pessoas ainda não sabem da gravidade dessa doença. Acima de 65 anos, 21% dos homens e 13% das mulheres sabem que sofrem de diabetes. No mundo, mais de 370 milhões de pessoas são acometidas pelo diabetes, enquanto no Brasil, 13,4 milhões de brasileiros são acometidos por essa doença. (Fonte: Pesquisa dos Pés Brasileiros)

Quando bem controlado, o diabetes oferece poucos riscos para os seus portadores. No entanto, se mal cuidado pode acarretar em diversas sequelas. Uma das mais comuns e perigosas são as lesões e úlceras nos pés, causada pela perda de sensibilidade nos pés, ou seja, a neuropatia periférica.

NEUROPATIA PERIFÉRICA

Os nervos e os vasos sanguíneos do diabético podem ser destruídos ao longo do tempo devido a uma condição conhecida como neuropatia diabética. Além disso, a cicatrização local adequada se torna comprometida devido à má circulação. Essa neuropatia causa falta de sensibilidade nos pés e afeta 26% dos homens e 22,1% das mulheres com diabetes.

Quando a neuropatia está presente, o diabético pode sofrer qualquer tipo de lesão nos pés, e ele não as sente. Sendo assim, a pessoa está passando por grande risco, pois não consegue se proteger ou mesmo saber quando teve algum machucado nos pés.

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1. Lesão de nervos e vasos sanguíneos


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2. Pé sem sensibilidade e desprotegido

 

AVALIAÇÃO DE NEUROPATIA

Diante do perigo que a neuropatia traz para o diabético, é fundamental saber identificar quando essa condição está presente ou não, pois só após uma boa avaliação o diabético saberá se tem a neuropatia e se seu pé está em risco ou não.

Para avaliar a presença da neuropatia é necessário testar a condição dos nervos periféricos que inervam os pés e pernas da pessoa. A melhor maneira de fazer isso é pelo teste de condução nervosa. Nesse teste, eletrodos identificam eletronicamente se os nervos estão funcionando normalmente e conduzindo informação para o cérebro. No entanto, esse exame não é simples de ser executado e às vezes é inviável, pois é muito custoso e demanda aparelhagem complexa.

O que é feito normalmente são testes mais simples e que atingem os mesmos resultados. Esses testes avaliam como está a sensibilidade em vários aspectos: sensibilidade à dor, sensibilidade ao tato, sensibilidade profunda e reflexos. Ao testar todas essas características, é possível abordar diferentes tipos de nervo e saber se o sistema está completamente íntegro ou não. Se alguma sensibilidade estiver comprometida isso já é indicativo de neuropatia.

 

Teste de sensibilidade tátil:

Usa-se um estesiômetro, filamento flexível de nylon, para saber o limiar de quanto a pessoa com sensibilidade normal deve sentir. Se alguém não sentir o estesiômetro de 10g (força de 10g sobre a pele), isso aponta neuropatia.

3. Quando a neuropatia está presente

3. Estesiômetro


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4. Teste de sensibilidade

Teste de sensibilidade profunda:

Usa-se um diapasão, que transmite uma vibração específica à pele e ao osso. A pessoa deve sentir essa vibração no pé. Se não sentir, é indicativo de neuropatia.

5. Diapasão

5. Diapasão


6. Teste de sensibilidade profunda

6. Teste de sensibilidade profunda

Teste de sensibilidade à dor:

Com um objeto pontudo e duro aplica-se uma pressão que cause dor na pessoa. Se essa pressão for suficiente para dar dor em outras regiões e não no pé, é indicativo de neuropatia.

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7. Teste de dor

Teste de reflexo:

Usa-se um martelo de reflexo. Esse martelo estimula os reflexos normais dos nossos músculos. Se a pessoa estiver sem reflexo na musculatura da perna, é indicativo de neuropatia.

8. Martelo de reflexo

8. Martelo de reflexo


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9. Teste de reflexo

AS LESÕES E ÚLCERAS

Diabéticos com perda de sensibilidade nos pés têm grandes chances de contrair lesões. 30,2% dos homens e 19,7% das mulheres com perda e sensibilidade nos pés tiveram lesões. Essas lesões podem começar como pequenos ferimentos e se desenvolverem em úlceras. (Fonte: Pesquisa dos Pés Brasileiros)

As úlceras são lesões mais profundas, de difícil cicatrização. São uma via de entrada para infecção e são progressivas se não tratadas, podendo levar a amputações dos dedos, pés e até da perna (dependendo da extensão da lesão).

Sabe-se que a neuropatia diabética acomete 70% dos pacientes com mais de 60 anos e que 85% das amputações são precedidas por essas úlceras

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10. Formação de úlcera no pé

PRESSÃO NA SOLA DOS PÉS

A sobrecarga imposta à sola dos pés do diabético neuropata é um dos fatores de grande predisposição ao surgimento dessas úlceras plantares e uma provável amputação do pé, dos tornozelos e mesmo da perna.

Isso acontece, pois, ao caminhar no dia a dia o paciente com neuropatia diabética não sente as possíveis pressões e dores nos pés.

Não sentindo essas pressões aumentadas e as dores, o paciente não corrige o jeito de andar, ou adapta a sua pisada. Assim, com o tempo, vão surgindo pequenas ulcerações plantares na região com hiperpressão.

Por isso, além do acompanhamento médico e dos demais cuidados que o paciente diabético deve ter com seus pés, a avaliação das pressões plantares é de extrema necessidade para evitar o surgimento dessas úlceras e das possíveis amputações.

Esse cuidado é de grande importância, pois um em cada três diabéticos com neuropatia e aumento de pressão plantar (hiperpressão plantar) desenvolve úlceras em um prazo de até dois anos. (FONTE: NBCI)

 

Hiperpressão plantar:

Entendendo melhor o que causa a hiperpressão plantar em diabéticos:

Devido aos diferentes modos de pisada, a variação da distribuição da pressão embaixo dos pés se torna muito variável. Estudos mostram que o risco para os portadores de diabetes começa com pressões a partir de 500 kilopascal sob algumas regiões do pé e o que podemos perceber é que muitas vezes as pressões no calcanhar e metatarsos ultrapassam esse valor, gerando grande risco.

As áreas em rosa são aquelas de maior pressão no pé durante o passo, seguidas das áreas vermelha, amarela e verde.

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11. Valores de pressão plantar

Seguem os exemplos:

Normal

Normal


Alta pressão metatarsos

Alta pressão metatarsos


Alta pressão calcâneo

Alta pressão calcâneo


Alta pressão no dedão

Alta pressão no dedão

FRICÇÃO NA SOLA DO PÉ

Outro fator a ser considerado quanto ao risco de lesões e úlcera nos pés é a fricção do pé com o calçado, ou mais precisamente a fricção da meia e da palmilha que estão sendo usados.

Fricção é o que dificulta o pé de deslizar sobre a superfície em que está. Quanto maior a fricção sobre alguns pontos do pé, maior a chance de uma úlcera ser gerada no local. O coeficiente de fricção é determinado pelos tecidos que estão entre o calçado e o pé. O ideal é que os tecidos apresentem um baixo coeficiente de fricção, ou seja, que permitam que o pé deslize com maior facilidade dentro do calçado.

Portanto, é recomendável que se use uma meia de algodão e uma palmilha com um forro liso. Além disso, existem materiais que podem ser aderidos à palmilha e que conseguem diminuir ainda mais esse coeficiente de fricção. O melhor que existe no mercado é o adesivo PTFE (membrana de politetrafluoretileno), que tem um coeficiente de fricção baixíssimo e pode ser facilmente colado na palmilha em áreas de risco para úlceras, ou áreas que já apresentaram úlceras.

Com o uso desse adesivo, somado à palmilha para redistribuição da pressão plantar, diminui-se significantemente a chance de lesões.

PALMILHAS PARA DIABETES

Para minimizar o excesso de pressão plantar, o uso de palmilhas ortopédicas especiais redistribui a sobrecarga lesiva em determinadas áreas dos pés e, consequentemente, previne e até mesmo protege contra úlceras plantares.

12. Palmilha para diabetes

12. Palmilha para diabetes

Após a avaliação minuciosa das pressões plantares e fatores de risco, as palmilhas sob medida Pés Sem Dor são confeccionadas em espuma de EVA (espuma com opção de diferentes durezas) de acordo com as curvas do pé e fabricadas com diferentes camadas. Assim, a pressão na sola do pé é distribuída uniformemente.

OS SAPATOS PARA O DIABÉTICO

Os sapatos também são outro grande causador de lesões. Saltos altos, bico fino e solado duro, que não absorvem o impacto e criam aumento da pressão na sola do pé, são os piores exemplos.

É de suma importância que, além do uso de palmilhas para redistribuir as pressões plantares, prevenir o surgimento de úlceras e até mesmo a cura dessas lesões, o portador de diabetes faça o uso frequente de calçados adequados.

Esse sapato deve ser macio e maleável além de não possuir costuras internas, para evitar zonas de fricção (potenciais locais de aparecimento de lesões). O bico deve ser arredondado e reforçado, permitindo que possa movimentar livremente os dedos dentro dele. A sola deve ser rígida, mas flexível, e o calcanhar deve ter proteção.

Além disso, é importante que a pessoa experimente seu calçado ao final do dia, pois é quando o pé pode estar inchado e deverá caber sem apertar. Habitualmente, adquire-se um número acima do normal.

13. Salto alto causador de aumento de pressão nos pés

13. Salto alto causador de aumento de pressão nos pés


14. Calçado ideal para diabetes

14. Calçado ideal para diabetes

CUIDADOS COM SEUS PÉS DIABÉTICOS

  • Examinar os pés diariamente e ver se há bolhas, rachaduras, cortes, pele seca ou vermelhidão.
  • Lavar os pés diariamente.
  • Enxugar sempre muito bem entre os dedos.
  • Cortar as unhas do pé regularmente, não muito curtas e em linha reta.
  • Usar sapatos adequados (espaçosos, protegidos e sem costura) e não utilizar o mesmo sapato todo dia. É importante ter dois pares de sapatos.
  • Tratar dos pés com um podólogo.
  • Procure tratamento com o seu médico se bolhas ou lesões nos pés não cicatrizarem rapidamente.
GUIA DE PROTEÇÃO A LESÕES
  • Controle sempre o diabetes com um médico.
  • Cuide sempre do seu pé com um podólogo.
  • Faça a avaliação da sensibilidade nos pés com um profissional treinado.
  • Uso de palmilhas sob medida Pés Sem Dor para redistribuir pressão na sola dos pés: custam pouco não são invasivas e não há contra indicações nem risco.
  • Uso de calçados adequados.