Artrite

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Antes de começarmos a falar sobre artrite, é necessária uma rápida explicação do que são as articulações, já que estas são as estruturas que serão comprometidas.
 

ARTICULAÇÃO

As articulações são conexões naturais existentes entre dois ou mais ossos, sendo que seu movimento estará essencialmente relacionado com a forma das superfícies que entram em contato e dos meios de união que podem limitá-la; tudo isso, dependerá do tipo de tecido e suas próprias características.

As articulações ao longo do corpo são diferentes. Algumas delas são conectadas por um tecido fibroso (caracterizado pela abundância de fibras colágenas, o que lhe dá grande resistência), que cola um osso ao outro, tornando-as imóveis, como no caso dos ossos do crânio; outras são ligadas por cartilagens e permitem pequena mobilidade (semimóvel) como os discos vertebrais que unem as vértebras da coluna; há também articulações móveis, que normalmente são ligadas por uma cartilagem e uma bolsa cheia de líquido (líquido sinovial) permitindo amplo movimento dos ossos com o mínimo de atrito entre eles, como é o caso dos joelhos, cotovelos, ombros, etc.

 

O QUE É ARTRITE:

A artrite é um termo utilizado para definir um grupo de mais de 200 doenças que causam a inflamação das articulações do corpo humano, podendo gerar dor, inchaço e vermelhidão e, por isso, muitas vezes é confundida com outras patologias. Alguns fatores, como obesidade, idade avançada, histórico familiar ou lesões repetitivas podem contribuir para o desenvolvimento da artrite e seus sintomas variam de acordo com a região atingida e a causa da inflamação. Os tipos mais comuns de artrite são a osteoartrite, artrose e a artrite reumatoide.

A artrite é uma doença multifatorial que afeta o sistema musculoesquelético e compreende um grupo de patologias que causa danos nas articulações, sendo mais comum em mulheres e durante a terceira idade. Ainda não existe uma cura definitiva para a artrite, entretanto, os tratamentos conseguem ser muito eficazes para o controle e diminuição dos sintomas.

Os danos causados nas articulações pela artrite podem afetar a cartilagem (tecido que reveste o osso e protege contra o impacto e o atrito dos movimentos), os tendões, os ligamentos e outras estruturas agregadas. Em alguns casos, pode haver a formação de deformidades e protuberâncias ósseas, como na artrite reumatoide e a gota.

O QUE CAUSA ARTRITE:

Devido aos inúmeros tipos de artrite, as causas da doença variam de acordo com cada caso. Acredita-se que o desgaste natural da articulação com o avançar da idade é o principal fator responsável por desencadear o desenvolvimento da doença. Entretanto, outros motivos também podem ter influência no processo, como:

  • Predisposição genética: histórico familiar e má formação dos membros podem aumentar as chances de artrite;
  • Traumas repetitivos: principalmente os que são resultados de desalinhamentos nos membros inferiores, como os joelhos valgo e varo e as pisadas pronada e supinada.
  • Lesões: tanto as referentes ao esporte, no trabalho ou sofridas durante a vida.
  • Obesidade: o excesso de peso causa o aumento da carga nas articulações e pode acelerar o desgaste;
  • Distúrbios autoimunes: como no caso da artrite reumatoide, onde o organismo começa a atacar os próprios tecidos do corpo humano. Além disso, doenças musculares, circulatórias e ósseas também podem causar artrite.
  • Outras causas: o tipo de ocupação profissional e as alterações climáticas também são fatores que podem influenciar no desenvolvimento das artrites.
  • Infecções: geralmente associada a bactérias ou vírus que causam inflamação nas articulações;
  • Depósito de cristais: doenças que causam alterações metabólicas podem desencadear o acúmulo de cristais nas articulações e, consequentemente, a inflamação dessa região.
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2. Desgaste da articulação do quadril

 
Por conta do desgaste articular causado pelo artrite, há maior rigidez para a movimentação da região atingida, pois a cartilagem (responsável por facilitar o movimento e diminuir o atrito entre os ossos) e outras estruturas do sistema musculoesquelético estão comprometidas e o atrito entre os ossos é maior, podendo causar dores.

Muitas vezes, quando as causas da artrite são diagnosticadas precocemente, a articulação pode se regenerar, porém quando o paciente não faz o tratamento adequado, ela se torna uma artrite crônica.

TIPOS DE ARTRITE

Os tipos mais comuns de artrite são:

  • Artrose ou Osteoartrose: É uma doença degenerativa e de caráter progressivo que causa o desgaste da cartilagem que envolve os ossos e é comum entre os idosos. Estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros possuem a doença, mas menos da metade dos pacientes sabem do diagnóstico. Conforme a evolução da doença, ocorre maior dificuldade em movimentar a articulação afetada (as  mais comumente afetadas são as que recebem a carga do corpo, como o quadril, joelho e pé).
  • Existem muitos fatores que podem levar ao desenvolvimento da artrose e os mais importantes são a sobrecarga, os traumas e os desalinhamentos dos pés, tornozelos e joelhos.

    A artrose é rara antes dos 40 anos e muito comum após os 60 anos. Pensava-se que a artrose fazia parte do processo natural do envelhecimento humano, porém hoje sabemos que a artrose acaba sendo uma consequência das agressões sofridas ao longo da vida.

    Artrose

    3. Artrose


     

  • Artrite reumatoide (Artrite anquilosante): é uma doença crônica de caráter inflamatório autoimune, (na qual o sistema imunológico ataca os tecidos do próprio organismo) e pode causar o surgimento de deformidades na região acometida, devido aos danos na cartilagem e, até erosão óssea. Essa patologia pode acometer qualquer articulação do corpo e é muito mais comum nos pés e nas mãos, Além disso, pode atingir alguns órgãos, como os pulmões e a pele.
  • Os principais sintomas são dor, rigidez, inchaço e inflamação das articulações. Mais comum em mulheres do que nos homens, a artrite reumatoide está associada a fatores genéticos e afeta 1% da população mundial.
     

    Locais artrite reumatóide

    Locais artrite reumatóide


     

    O diagnóstico da artrite reumatoide é feito por exames laboratoriais e por imagem. Caso o paciente possua mais de quatro dos sintomas a seguir, ele é diagnosticado com a doença:

    • Raio X: presença de osteopenia ou diminuição da densidade dos ossos próximo a articulações do punho e mão;
    • Rigidez matinal: dificuldade de movimentar as articulações durante a primeira hora do dia;
    • Fator reumatoide: presença de anticorpos específicos no sangue. Cerca de 80% dos pacientes com artrite reumatoide possuem o fator reumatoide em seus exames;
    • Localização da artrite: em 75% dos casos em que a artrite ocorre em mãos ou punhos, ela é diagnosticada como artrite reumatoide;
    • Quantidade de áreas afetas: inflamação de no mínimo três articulações com inchaço local e nos exames constatar derrame de líquido articular;
    • Nódulos reumatoides: um volume anormal (nódulo esférico) se forma próximo das articulações, muito comum nas mãos e dedos;
    • Simetria: Quando a inflamação ocorre nas mesmas articulações dos dois lados do corpo ao mesmo tempo;
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    • Gota: a gota, também conhecida com artrite gotosa, é uma variedade de artrite que se caracteriza pela inflamação das articulações devido a concentrações muito elevadas de ácido úrico no sangue. Essa substância é produzida naturalmente pelo organismo e é resultado do metabolismo das purinas (proteínas encontradas em diversos alimentos). Quando o ácido úrico se acumula são formados cristais, que podem se depositar nas articulações e causar a inflamação das mesmas.
    • Pessoas que possuem problemas no fígado ou rins costumam sofrer de excesso de ácido úrico no sangue, pois esses órgãos são os responsáveis pelo equilíbrio metabólico do organismo. O excesso de ácido úrico no corpo pode se acumular nas articulações, formando cristais que normalmente escolhem uma única articulação.

      A Gota afeta mais os homens de meia-idade acima do peso e pode evoluir para uma poliartrite inflamatória, se não diagnosticada e tratada. Fatores genéticos, desidratação, obesidade, anemia, diabetes, pressão alta, alterações da tireoide e dietas radicais podem fazer como que o individuo tenha uma tendência maior a desenvolver a doença.

      Pessoas com Gota geralmente indicam dor intensa e pulsátil nas pequenas articulações dos dedos do pé que ocorrem à noite e podem ser acompanhadas de febre local e vermelhidão. Estas dores vêm em crises tornando a articulação afetada mais sensível ao toque durante 3 a 10 dias.

      O tratamento inicial deve ser feito com mudança na dieta alimentar: redução do consumo de álcool e carnes vermelhas, anti-inflamatórios, exercícios leves de flexibilidade e palmilhas sob medida. Quando o paciente está no estágio mais crônico da doença, além desses cuidados primários, é necessário repouso das articulações e compressas frias para alívio dos sintomas.
       

      Articulação com gota

      Articulação com gota

    • Psoríase: A psoríase caracteriza-se pelo aparecimento de lesões avermelhadas, escamosas, que acometem principalmente joelhos, cotovelos e couro cabeludo. Entretanto, estas lesões podem surgir em qualquer parte do corpo. Enquanto a psoríase é uma doença de pele que afeta 2% da população no mundo todo, a ARTRITE PSORIÁSICA (que une manifestações cutâneas e articulares) ocorre em cerca de 10% dos pacientes com psoríase.
    • Tanto os homens quanto as mulheres são afetados da mesma forma. 50% das pessoas que possuem pais com psoríase também irão desenvolver a doença, mas isso não significa que todas essas pessoas irão desenvolver a artrite psoriásica. Normalmente, menos de 20% a desenvolve.

      A artrite psoriásica pode envolver poucas ou muitas articulações, mas sempre ela irá causar inflamação das articulações, tendões e ligamentos. Dor noturna em tendão de Aquiles e debaixo do calcanhar (fascite plantar) associada ao inchaço também são comuns nessa doença.

      O tratamento deve ser feito com exercícios de baixo impacto, alongamento, melhora da flexibilidade, manutenção do movimento das articulações, treino de força muscular e cardiovascular e caminhadas. Além disso, palmilhas ortopédicas reduzem a pressão nos pés, reduzindo o impacto nas articulações inflamadas.
       

      Artrite Psoriásica

      Artrite Psoriásica

    • Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus): é uma doença inflamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão. Nesta enfermidade podem ser encontrados quadros de dor articular, rigidez, sinovites fugazes e artrites deformantes não-erosivas (artropatia de Jaccoud) ou erosivas (rhupus).
    • Aproximadamente 95% dos pacientes com lúpus sentem dores articulares, porém a dor nas articulações nem sempre apresentam sinais inflamatórios. A artrite no lúpus normalmente acomete mais de quatro articulações, apresenta-se de forma simétrica (acontece nos dois joelhos, cotovelos, tornozelos e etc.).

      O Lúpus é migratório, pois a inflamação pode desaparecer de um local e aparecer em outro em curtos períodos. Não causa deformidade grave ou rigidez matinal como em outros tipos de artrite e a dor é muito intensa.

    • Febre Reumática: é uma reação a uma infecção de garganta por uma bactéria; caracterizada clinicamente por febre, dor de garganta, caroços no pescoço (gânglios aumentados) e vermelhidão intensa, pontos vermelhos ou placas de pus na garganta. A Febre Reumática é uma doença inflamatória que pode comprometer as articulações, o coração, o cérebro e a pele de crianças de 5 a 15 anos.
    • A artrite da febre reumática é migratória e afeta grandes articulações como joelhos, cotovelo, tornozelo e punhos, sendo que as dores se iniciam geralmente nas pernas e vem associada a outros sinais de inflamação como aumento de temperatura, vermelhidão e inchaço. O tratamento para esse tipo de problema, em geral, é feito com anti-inflamatórios e repouso.

    • Espondilite Anquilosante: doença inflamatória crônica e sem cura que afeta principalmente as articulações da coluna, mas pode afetar também o quadril, joelhos e ombros. Tem como característica fusão das vértebras da coluna, fazendo com que ela perca a flexibilidade e resultando numa postura curvada para frente. Em casos graves as costelas são afetadas se tornando difícil respirar profundamente. É mais comum em homens e os sintomas se iniciam na fase adulta.
    • Não há cura para essa doença, porém o tratamento precoce evita sua progressão e mantém a movimentação das articulações. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e fazer com que o individuo consiga manter sua vida social e profissional o mais próximo do normal. Fisioterapia, hidroginástica, pilates, reeducação postural (RPG) e yoga devem ser adaptados para necessidade da pessoa e auxiliam na mobilidade e fortalecimento da coluna.
       

      Espondilite anquilosante

      Espondilite anquilosante

    • Artrite Bacteriana: também chamada de artrite séptica, é uma infecção que pode ocorrer nas articulações após cirurgias ou infecções que se espalham pela corrente sanguínea, particularmente em indivíduos com o sistema imune fragilizado. É mais comum em articulações como joelho e quadril, sendo que os idosos, que realizam cirurgias para colocação de próteses nessas regiões, são os mais afetados.
    • Seus sintomas são: dor intensa ao movimentar a região afetada, dificuldade de movimentar a articulação, inchaço e vermelhidão na articulação, febre acima de 38ºC, sensação de queimação na articulação e irritabilidade. A fisioterapia na artrite séptica é muito importante, pois a movimentação da articulação evita o surgimento da dor e auxilia na recuperação dos movimentos, porém ela deve ser feita após o controle da doença com uso de anti-inflamatórios e antibióticos.
       

      Artrite bacteriana

      Artrite bacteriana

    • Síndrome de Reiter: trata-se de uma inflamação das articulações e tendões que normalmente atinge os olhos, boca e trato urinário. É considerada uma artrite secundária, pois as articulações são afetadas como consequência das infecções dos outros locais. Esta síndrome afeta predominantemente os homens de 20 a 40 anos.
    • Essa doença se manifesta cerca de duas semanas após uma infecção urinária ou intestinal e surge subitamente nas pernas, de maneira assimétrica e pode afetar o tendão de Aquiles e os dedos do pé, provocando um sintoma característico da doença o “dedo de salsicha”. Pode haver dor na coluna e no quadril, porém essas são mais raras.

    • Esclerodermia: é uma doença autoimune rara que pode se manifestar inicialmente nas articulações das mãos, muito confundida com a artrite reumatóide. Existem duas formas da doença: localizada e sistêmica.
    • A esclerodermia localizada ocorre normalmente nas mãos e rosto e tem evolução lenta sem grandes complicações, seus sintomas podem desaparecer espontaneamente. A esclerodermia sistêmica atinge órgãos internos e grandes áreas de pele, tendo evolução lenta e progressiva.

      Em sua forma localizada ela afeta mais crianças e ocorre mais no sexo feminino, porém quando atinge o sexo masculino é muito mais grave. Em sua forma sistêmica, ela atinge mais adultos de 30 a 50 anos, predominantemente, nas mulheres. Estudos recentes comprovam que a forma sistêmica da doença está relacionada a cirurgias de implante de silicone nas mamas.

      Os sintomas incluem endurecimento da pele das mãos, pés e face e perda da elasticidade da pele. Esses sintomas podem progredir para a interrupção do movimento das articulações e locais afetados, pois ocorre acúmulo de cristais de cálcio sob a pele próxima as articulações.

PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS DA ARTRITE

Os sintomas de artrite desenvolvem-se lentamente e estão relacionados com a inflamação das articulações, podendo, por isso, surgir em qualquer “junta” do organismo e limitar os movimentos, como andar ou mexer as mãos, por exemplo.

Os sintomas de artrite são muito frequentes nas mãos, punho ou joelho e podem incluir:

  • Dor bem localizada nas articulações;
  • O aumento da temperatura na articulação atingida;
  • Inchaço;
  • Vermelhidão na pele e ao redor da articulação;
  • Rigidez articular;
  • Redução da capacidade de movimentar as articulações e perda da movimentação.

Além dos sintomas já citados, é importante estar atento a:

  • Dores persistentes na articulação (superiores a 3 dias);
  • Dor inexplicável e forte bem localiza;
  • Aumento do tamanho de uma articulação;
  • Sensação de peso ao movimentar uma articulação;
  • Febre localizada, associada a uma vermelhidão;
  • Redução significativa do peso brusca e involuntária.

DIAGNÓSTICO

Para um bom diagnostico dessa doença, um reumatologista deve ser procurado. Ele irá avaliar o histórico de dores e lesões, além de realizar exames físicos, laboratoriais e de imagem.

São necessários exames no local da dor, para verificação do aspecto visual e movimentações da articulação, para identificação de rigidez ou perda do movimento.

Exames de sangue para identificar, se há anemia ou outras alterações. Raio-X para verificação do posicionamento e aspecto geral das articulações. Tomografia, ressonância magnética e ultrassom para identificação de inflamações locais, estado dos tecidos moles, cartilagens e articulações de forma mais precisa.

Em alguns casos, os médicos optam pela artroscopia, que seria uma cirurgia onde se examina o interior das articulações e, ao mesmo tempo, já se realiza o tratamento do local. Muito comum para artrites localizadas nos joelhos e ombro.

Assim como os sintomas, os tratamentos vão depender do tipo de doença que está relacionada com a artrite. Por isso, a orientação de um profissional especializado é extremamente importante, como um fisioterapeuta ou reumatologista, pois ele fará o diagnóstico e indicará o melhor tratamento.

O diagnóstico tem como base a análise e frequência dos sintomas. O médico também irá investigar a presença de casos na família do paciente, assim como o ponto de início das dores (lesões ou traumas), e fará a análise de exames de imagem da região que apresenta os sintomas.

 

COMO TRATAR E PREVENIR A ARTRITE

O objetivo principal do tratamento é reduzir a dor, melhorar a função da articulação e evitar piora do caso. Geralmente, o uso de anti-inflamatórios e analgésicos são prescritos pelos médicos. A fisioterapia, tanto preventiva quanto para o tratamento da artrite são necessárias para melhora e manutenção da movimentação das articulações afetadas.

Cirurgias de reconstrução ou substituição da articulação são necessárias apenas em casos graves e como último recurso, pois muitas vezes elas restringem permanentemente as articulações.

É importante destacar que ainda não existe uma cura definitiva para a artrite e não há como reverter as eventuais deformidades que ela possa ter causado (como protuberâncias e outros danos ao osso), mas os tratamentos são muito efetivos no retardamento da doença e eliminação dos sintomas.

Algumas dicas ajudam na melhora da artrite, independentemente do tipo:

  • Perder peso (se estiver acima do peso) diminuirá a sobrecarga sobre as articulações, evitando a piora do quadro;
  • Evitar ficar muito tempo na mesma posição, pois isso pode levar a uma rigidez e causar dor ao movimento;
  • Repouso e hidratação, para melhorar a circulação no organismo;
  • Fazer fisioterapia para fortalecer a musculatura próxima de articulação e evitar a sobrecarga (é fundamental, principalmente em pessoas com desalinhamento nos joelhos). A fisioterapia também poderá ajudar no controle da deformação óssea, na diminuição da rigidez muscular e na recuperação do paciente;
  • O uso de medicação prescrita pelo médico também auxiliará na eliminação das dores e da inflamação.
  • Melhorar a alimentação, assim como no tratamento de qualquer doença, também é fundamental (principalmente em casos de gota);
  • Praticar atividades físicas com pouco impacto, como caminhadas;
  • Usar palmilhas Pés Sem Dor;

Os exercícios físicos têm como objetivo reduzir a rigidez articular, a dor localizada, a fadiga muscular e aumentar a força na região afetada. Fazer exercícios de baixo impacto como pilates e hidroginástica podem ajudar muito, porque auxiliam na manutenção da amplitude dos movimentos, proporcionam flexibilidade e garantem melhor resistência muscular.

Procure atividades físicas onde se trabalhe a respiração e a flexibilidade como o Tai Chi Chuan e a meditação.

Fazer compressas quentes ou frias auxilia na inflamação e nos picos de dor. Massagem local também pode ser uma alternativa, pois estimula a circulação e ajuda a reduzir a rigidez da articulação. Escolha cremes hidratantes ou que estimulam a circulação como cânfora, mentol e arnica.

Dormir, adequadamente 8 horas por dia, e evitar ficar em uma mesma posição durante todo o dia também contribui para melhora da artrite. Evitar movimentos que forcem além do limite as articulações inflamadas e, principalmente, evitar carregar grandes pesos.

Modificar a posição de móveis e utensílios, para que eles fiquem próximos e de fácil alcance é uma alternativa para não piorar a doença. Facilite o seu dia-a-dia e não faça movimentos repetitivos por longos períodos. Colocar alças no banheiro pode ajudar muito, além de evitar possíveis acidentes.

Tome sol, principalmente pela manhã, pois a vitamina D é muito importante para as articulações. Ingestão de frutas e vegetais que contenham vitamina E, também, auxiliam na manutenção das juntas e o consumo de alimentos de possuem ácidos graxos e ômega 3 como peixes de água doce, salmão, linhaça, óleo de soja e canola, sementes de abobora e nozes, são essenciais.