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Neuropatia periférica

Sistema Nervoso Humano

1. Sistema Nervoso Humano

O QUE É NEUROPATIA PERIFÉRICA:

A neuropatia periférica (NP) é uma condição caracterizada por alterações dos nervos periféricos. A NP provoca dano a essas estruturas e qualquer prejuízo causado ao Sistema Nervoso Periférico interfere com as conexões vitais. Tal qual uma falha numa ligação telefônica, a neuropatia periférica altera e, algumas vezes, até interrompe a troca de mensagens (sinais nervosos) entre o Sistema Nervoso Central e a periferia do corpo.

Antes de nos aprofundarmos mais sobre a neuropatia periférica, é essencial explicar como funciona um nervo. Os nervos são estruturas semelhantes a um cabo, que levam mensagens de todas as partes do corpo para o encéfalo e para medula espinhal (Sistema Nervoso Central/SNC) e trazem de volta comandos para diversas partes do corpo. Além do cérebro e da medula, o sistema nervoso é composto também por nervos periféricos (sistema nervoso periférico/SNP), responsáveis por conduzir a informação para o SNC.

Os sinais nervosos (ou mensagens nervosas) são conduzidos através de nervos motores e nervos sensitivos. Chamamos de nervos sensoriais estruturas que levam informações da pele ou órgão dos sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar) para o SNC, como, quão frios estão os pés ou se um dedo está queimando; e de nervos motores, nervos que propagam sinais do SNC (encéfalo e medula espinhal) para os órgãos efetores, como músculo e glândulas. A classificação clínica para a Neuropatia Periférica dependerá da quantidade de nervos afetados. Chamamos de mononeuropatia quando um único nervo é afetado e de polineuropatia quando dois ou mais nervos são afetados simultaneamente, por todo o corpo.

O QUE CAUSA A NEUROPATIA PERIFÉRICA

As neuropatias periféricas podem ser “congênitas ou adquiridas”. Como exemplos de causas de neuropatia adquirida estão: o trauma direto, tumores ou NP induzida pela quimioterapia, toxinas, doenças autoimunes, deficiências nutricionais, alcoolismo, doenças metabólicas (como o diabetes mellitus) ou vasculares. Abaixo explicaremos algumas delas.

  • Neuropatia periférica traumática: O trauma é o motivo mais comum de lesão a um nervo. Lesão por trauma súbito, do tipo acidente automobilístico, queda ou atividades esportivas, pode causar compressão, rompimento ou estiramento do nervo. No entanto, lesões menos traumáticas também podem causar danos, um exemplo são as microtraumas decorrentes de atividades esportivas, que por consequência podem levar à compressão dos nervos adjacentes.
  • Neuropatia periférica induzida pela quimioterapia (NPIQ): A NPIQ é um dos motivos mais comuns para a desistência do tratamento (quimioterapia) pelos pacientes com câncer. Em alguns casos há ocorrência de efeitos colaterais e na neuropatia periférica induzida pela quimioterapia ocorre alteração da sensibilidade, começando geralmente pelas mãos e pelos pés. Cerca de 30 a 40% dos pacientes submetidos à quimioterapia sentem esses sintomas.
  • Neuropatia periférica diabética: Como consequência do diabetes mellitus podem ocorrer ao longo da vida, disfunções nos nervos periféricos. A esses acometimentos damos o nome de neuropatia periférica diabética (NPD).

     

    Neuropatia Periférica Diabética

    2. Neuropatia Periférica Diabética

     

    Se os níveis glicêmicos (quantidade de açúcar no sangue) não forem controlados em indivíduos diabéticos, podem ocorrer lesões nesses nervos. A neuropatia diabética afeta a sensibilidade, a sensação à pressão, a temperatura e a vibração, e incide mais nas extremidades, como nos nervos das pernas e dos braços.

    Como consequência da alteração de sensibilidade, o indivíduo não consegue perceber quando pisa em algum objetivo nocivo, ocasionando lesão e, possivelmente, dando origem a úlceras, que muitas vezes, levam à amputação das pernas. Estima-se que metade dos casos de amputação das pernas é devido à neuropatia diabética.

  • Neuropatia periférica congênita: As formas congênitas mais comuns de neuropatias periféricas pertencem a um grupo de doenças hereditárias conhecidas como “doença de Charcot-Marie-Tooth”. Esta neuropatia resulta de um erro genético na produção da mielina (estrutura que reveste o nervo) e acaba gerando um quadro de fraqueza progressiva, atrofia muscular dos pés e pernas, alterações de marcha, perda de reflexo e formigamento.

     

    Comparação entre um pé normal e um pé de Charcot

    3. Comparação entre um pé normal e um pé de Charcot

PALMILHA PÉS SEM DOR

CONTATO TOTAL

Pensando na necessidade de cuidados especiais dos pés dos portadores de neuropatias periféricas, a Pés Sem Dor desenvolveu uma palmilha especial, chamada Contato Total. Ela foi pensada especialmente para pacientes com neuropatias periféricas. A palmilha, que é feita sob medida para os pés das pessoas portadoras de neuropatias periféricas, possui uma camada de plastazote (material que proporciona mais conforto e maciez), além de redistribuir as cargas lesivas nas áreas com excesso de pressão plantar, ajudando na prevenção das úlceras e lesões plantares.

Palmilha Contato Total

4. Palmilha Contato Total