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Diabetes

O Diabetes Mellitus (DM) representa um grupo de doenças metabólicas conhecidas por aumentarem a glicose no sangue (hiperglicemia) – devido à deficiência na produção de insulina. Quando a doença é bem controlada, ela oferece poucos riscos para os seus portadores. No entanto, se malcuidada, o diabetes pode provocar diversas sequelas nos sistemas cardiovascular, renal, cerebral etc.

As lesões e úlceras nos pés (pé diabético) são algumas das principais decorrências da doença. Elas são causadas pela perda de sensibilidade na região, conhecida como neuropatia periférica. O agravamento dessas sequelas, combinado com a dificuldade de cicatrização – que é comum nos diabéticos -, pode levar à amputação. Essas complicações comprometem a qualidade de vida e aumentam a taxa de mortalidade de quem sofre com a doença.

O crescente aumento de pessoas com diabetes está associado a diversos fatores, como: sedentarismo, mudança no estilo de vida, má alimentação e aumento de peso. O envelhecimento da população também influência na expansão da doença. Dados retirados de um levantamento da Federação Internacional de Diabetes, realizado em 2015, apontam que o Brasil é o quarto país com mais diabéticos no mundo, perdendo apenas para China, Índia e Estados Unidos. Em 2015, eram cerca de 415 milhões de pessoas acometidas pela doença no mundo, enquanto que no Brasil, 14,3 milhões de brasileiros eram portadores da doença.

 

adultos com diabéticos no mundo

 

CAUSAS DO DIABETES

Por representar um grupo de doenças, o Diabetes Mellitus possui diferentes tipos. Dentre os mais comuns e conhecidos, destacamos o tipo 1, tipo 2 e gestacional. .

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune de origem genética, que geralmente se manifesta na infância. Ela ocorre quando o sistema de defesa do corpo ataca as células beta do pâncreas, por reconhecê-las como invasoras. A questão é que essas células são responsáveis por produzir insulina, e o ataque impossibilita a secreção de hormônio em quantidade suficiente.

O diabetes tipo 2 corresponde a cera de 90% de todos os casos de DM. É uma doença adquirida e desenvolvida ao longo do tempo, devido a fatores genéticos e ambientais. Os hábitos alimentícios e o sedentarismo, que contribuem para a obesidade, destacam-se como os principais fatores de risco. Neste tipo da doença, há um aumento da resistência do tecido adiposo e hepático à ação da insulina, o que desequilibra o sistema de processamento da glicose.

No diabetes gestacional há um aumento de enzimas que degradam a insulina, devido aos hormônios hiperglicemiantes produzidos pela placenta. Essa mudança faz com que a produção de insulina aumente, assim como a resistência dos tecidos à essa substância, o que pode causar a disfunção das células beta. Esse tipo de diabetes, que pode ser transitório ou persistir após o parto, é um importante fator de risco para o desenvolvimento do tipo 2 da doença.

 

SINAIS E SINTOMAS DO DIABETES

O diabetes, geralmente, é assintomático ou apresenta sintomas que são ignorados pelo indivíduo e familiares. Muitas vezes, a doença só é detectada após alguma complicação da síndrome, com o surgimento de lesões e feridas de difícil cicatrização. Os principais sintomas do Diabetes Mellitus são:

– Aumento na frequência urinária;

– Aumento da sede e da fome;

– Perda involuntária de peso;

– Fraqueza e cansaço;

– Coceira e irritação na pele;

– Infecções reincidentes.

 

AS CONSEQUÊNCIAS DO DIABETES

O diabetes é conhecido pelas complicações vasculares que ele provoca em diversos órgãos, como na retina, nos rins, no coração, no cérebro etc. O aumento nos riscos de amputações também é muito relacionado à doença, por conta dos agravos que ela causa no sistema sensorial e musculoesquelético dos membros inferiores. Veja abaixo algumas consequências do alto nível de glicose no sangue:

Olhos: pode causar alteração na retina e inchaço no cristalino do olho, o que deixa a visão turva pela diminuição da capacidade de focar.

Rins: altera os vasos dos rins, que reduzem a capacidade de filtrar o sangue – fator que pode provocar o acúmulo de toxinas no corpo. Pode haver também hipertensão renal e dificuldade de urinar, devido à lesão do nervo que esvazia a bexiga.

Vasos sanguíneos: a diminuição da elasticidade dos vasos provoca seu enrijecimento. Os vasos também podem ser machucados pelo excesso de glicose circulante que aumenta a viscosidade do sangue. Além disso, a insulina auxilia na dilatação das artérias, e sua ausência causa vasoconstrição, o que aumenta a pressão sanguínea arterial.

Coração: o sangue rico em glicose tende a ser mais viscoso, o que pode obstruir as artérias que levam sangue para os músculos cardíacos, ocasionando um infarto.

Nervos: o excesso de glicose no sangue destrói a bainha de mielina, membrana que envolve, protege e agiliza a condução dos sinais que são transmitidos pelos nervos. Sua destruição diminui a velocidade na condução da informação sensitiva e motora, causando falta de sensibilidade, fraqueza muscular e formigamento. Geralmente, os nervos lesados são os periféricos. Por isso, o termo neuropatia periférica.

 

A falta de sensibilidade é o fator mais preocupante, pois ao não sentir, o corpo fica incapacitado de se proteger. Pessoas sem a neuropatia sentem dores e evitam sobrecarregar o local de dor. Enquanto nos neuropatas, não há o alerta de sensibilidade, fazendo com que a agressão só seja percebida na hora que gera uma lesão extensa como uma ferida aberta.

 

O PÉ DIABÉTICO

As complicações nos pés estão entre as adversidades mais graves e penosas do Diabetes Mellitus. Elas são causadas pela associação de fatores que fazem dos pés uma área sensível à doença, e, para evitá-las, são necessários cuidados especiais. As implicações no sistema circulatório impossibilitam que chegue sangue suficiente para nutrir e oxigenar as células, principalmente na extremidade inferior. Nela, o retorno venoso fica comprometido, por conta da lesão dos vasos. Acontece que, quando esses fatores são combinados com a perda de sensibilidade e força dos membros – devido à destruição dos nervos periféricos, as feridas surgem com mais facilidade e, por conta da doença, a cicatrização demora muito mais do que o normal.

Sabe-se que a neuropatia diabética afeta 70% dos pacientes com mais de 60 anos. A falta de percepção sensorial pode levar ao aparecimento de úlceras nos pés. Essas lesões, de difícil tratamento, precedem cerca de 85% das amputações nos diabéticos.

 

Mudança na marcha
No diabético neuropata, a sobrecarga imposta à sola vira um gatilho para o surgimento de úlceras ou para que amputações, das pernas, pés ou tornozelos, sejam necessárias.

Isso acontece, pois, ao caminhar, a pessoa com neuropatia diabética não sente as possíveis dores nos pés e não corrige o jeito de andar. Assim, com o tempo, vão surgindo pequenas lesões plantares na região, por conta da hiperpressão. Esses ferimentos podem estar abertos ou encobertos pela camada de pele.

Por isso, além do acompanhamento médico e dos demais cuidados que a pessoa com diabétes deve ter com os pés, a avaliação das pressões plantares é de extrema importância para evitar úlceras e amputações.

 

Legenda

Lesão de nervos e vasos sanguíneos

 

 

Úlceras

As úlceras são lesões mais profundas, de difícil cicatrização. A hiperglicemia causa alterações na pele, diminuindo a sua espessura e elasticidade. Por isso, muitas vezes os tecidos ficam mais sensíveis com o ferimento. A piora da circulação sanguínea na periferia do corpo dificulta a chegada de células reparadoras. Além disso, a falta de insulina no organismo desequilibra diretamente o processo de reparação tecidual, diminuindo a capacidade das células de se proliferarem para fechar a ferida. Essas lesões extensas são uma via de entrada para infecção, que podem progredir rapidamente quando não tratadas, e levar a amputações dos dedos, pés e até da perna (dependendo da extensão da lesão).

 

Legenda

Formação de úlcera no pé

 

Amputações

Quando a circulação sanguínea e a capacidade de recuperação tecidual pioram, as lesões tendem a aumentar de tamanho. Feridas abertas e de grande extensão são facilmente infeccionadas, devido à grande porta de entrada para bactérias e fungos. Em pessoas com diabetes, o quadro é agravado porque o sistema imunológico também fica comprometido.

A amputação é indicada quando ocorre uma infecção que não pode ser controlada com antibióticos, para evitar que ela se espalhe para outras áreas do corpo. Um dos principais locais de amputação nos diabéticos é o primeiro dedo do pé (hálux), em razão da constante pressão imposta neste membro durante o caminhar.

 

TRATAMENTO E PREVENÇÃO DO DIABETES

Por ser uma doença metabólica, gerada pelas alterações no organismo, e que envolve processos hormonais, o tratamento deve ser indicado por um médico endocrinologista. São utilizados diferentes medicamentos antidiabéticos, cuja função é diminuir a taxa de glicose circulante no organismo. Dependendo do tipo da doença e da reação apresentada pelo diabético, os medicamentos podem ser trocados. Os grupos de controle da doença costumam mencionar a tríade: medicamento, exercício físico e boa alimentação para a gestão do Diabetes.

Os fármacos mais utilizados são: a insulina sintética, que é injetável, e comprimidos, como a metformina, glimepirida e gliclazida.
Os exercícios estimulam o consumo da glicose, diminuindo sua concentração no sangue, mas devem ser acompanhados por um especialista na área e pelo médico que está controlando o tratamento e a medicação.
Para a alimentação, indica-se a ingestão de comidas que não elevem tanto o nível de açúcar no sangue, evitando açucares simples, gorduras e carboidratos de alto índice glicêmico.

 

Alimentos de baixo índice glicêmico

Essa dieta é recomendada no tratamento de todos os tipos de diabetes. A classificação considera apenas alimentos com carboidratos, pois quando digeridos, elevam a quantidade de glicose no sangue. O índice é calculado de acordo com a capacidade do alimento de aumentar os níveis de açúcares no sangue. Quando ele é rapidamente digerido, provocando uma resposta glicêmica rápida, o alimento apresenta um índice glicêmico alto. Alimentos com baixo IG prolongam a sensação de saciedade e apresentam menor pico de liberação de glicose no sangue. Abaixo, alguns exemplos de alimentos com Baixo Índice Glicêmico:

– Aveia

– Feijão

– Grão de bico

– Pão Integral

– Iogurte

– Leite

– Batata doce

– Abobora

– Verduras

– Frutas

 

Outros aspectos devem ser considerados, de acordo com as características de cada grupo da doença:

 

Diabetes tipo 1 (DM1)
O tratamento de crianças e adolescentes com DM1 deve considerar características únicas dessa faixa etária, como alteração na sensibilidade à insulina relacionadas à puberdade e ao crescimento físico. É fundamental que a criança seja conscientizada sobre a doença para que problemas neurológicos sejam evitados. Da mesma forma, a família deve ser orientada para dar suporte a essa criança ou adolescente, incentivando a manter os cuidados pessoais com medicamento, alimentação e atividade física.

Diabetes tipo 2 (DM2)
O tratamento das pessoas com DM2 deve priorizar a mudança nos hábitos de vida através da conscientização. O objetivo é melhorar a alimentação para que açucares, carboidratos simples e gordura sejam evitados. O consumo de fibras deve ser estimulado. Além disso, deve-se praticar atividades físicas e eliminar hábitos sedentários. 60 minutos de exercício moderado por dia são suficientes – segundo as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Diabetes gestacional (DMG)
Assim que detectado, o DMG deve ser cuidadosamente acompanhado para não colocar em risco a saúde da mãe, nem o desenvolvimento do bebê. O seu tratamento consiste em orientação alimentar, com alimentos de baixo índice glicêmico, para o ganho de peso do feto. A prática de exercício também é recomendada para controle da glicemia, desde que seja liberado pelo obstetra.

 

Cuidados com o pé diabético

Caso desconfie de neuropatia, é fundamental que se procure um especialista para que sejam realizados alguns testes de sensibilidade. Algumas medidas importantes devem ser tomadas para evitar o surgimento de lesões.

– Calçados: utilize sapatos largos, se possível, sem costura e com amortecedor;

– Inspeção: olhe todos os dias para os pés, buscando qualquer sinal de inflamação (mudança de coloração ou aspecto da pele) ou ferida. Utilize um espelho para facilitar a visualização da planta dos pés. Caso encontre, procure rapidamente um especialista para tratar;

– Palmilhas: são produtos utilizados para melhorar a acomodação entre os pés e os calçados, favorecendo a distribuição de peso.

 

COMO AS PALMILHAS PÉS SEM DOR® ATUAM NO DIABETES

Devido às complicações do Pé Diabético, as palmilhas são recomendadas para minimizar o excesso de pressão plantar. O uso de palmilhas ortopédicas especiais pode aumentar a área de contado do pé, ajudando a redistribuir a sobrecarga e a melhorar o equilíbrio dos pés. Consequentemente, os dispositivos ajudam a proteger essa estrutura das úlceras plantares e suas complicações.

 

12. Palmilha para diabetes

Palmilha para diabetes

 

A empresa Pés Sem Dor tem uma preocupação grande com os pés diabéticos, pois sabe que as palmilhas podem ajudar bastante no tratamento e prevenção das feridas. Por isso, tem uma linha especial de Palmilhas para Diabetes, que são mais macias e possuem forro especial.

Para conseguir fazer que as palmilhas se acomodem perfeitamente nos pés, é necessário realizar uma avaliação minuciosa. Serão avaliados o histórico da doença, a sensibilidade (para saber se há neuropatia periférica), as pressões plantares e o formato dos pés. Com os dados fornecidos pelo baropodometro e pelo escâner 3D, serão desenhadas palmilhas ideais para os pés, que alinham e redistribuem as pressões.

Por fim, as palmilhas sob medida Pés Sem Dor são impressas com equipamento 3D, para manter a fidelidade ao desenho computadorizado. As palmilhas são confeccionadas com filamentos de TPU (Poliuretano Termoplástico), um material altamente resistente e flexível, que permite maior conforto e durabilidade ao produto.

 

ESPORTES

Sabe-se que a prática esportiva proporciona benefícios aos portadores de Diabetes Mellitus, pois diminui a resistência do organismo à insulina, e facilita o mecanismo de controle da glicose no sangue. O ideal é que se pratique regularmente pelo menos 30 minutos de caminhada por dia, segundo a Federação Internacional de Diabetes. Mas exercícios mais intensos e prolongados tendem a trazer maiores benefícios.

Vale ressaltar que indivíduos com diabetes devem fazer um bom aquecimento antes do exercício, pois apresentam maior rigidez articular e resposta mais lenta do sistema cardiovascular. Além disso, devido ao desequilíbrio do dos níveis de glicose no sangue, e para fornecer energia suficiente para os tecidos do corpo, é fundamental que se mantenha um diário de controle da glicemia pré, pós e durante as atividades.

 

CALÇADOS PARA O DIABÉTICO

Os sapatos também são outro grande causador de lesões. Saltos altos, bico fino e solado duro, que não absorvem o impacto e criam aumento da pressão na sola do pé, são os piores exemplos.

É de suma importância que o portador de diabetes faça o uso frequente de calçados adequados. Eles devem ser macios e maleáveis, além de não possuírem costuras internas, para evitar zonas de fricção (potenciais locais de aparecimento de lesões). O bico deve ser arredondado e reforçado, para permitir que os dedos se movimentem livremente. A sola deve ser rígida, mas flexível, e o calcanhar deve ter proteção.

Além disso, é importante que a pessoa experimente o calçado que deseja comprar ao final do dia, pois é quando o pé pode estar inchado e deverá caber sem apertar.

 

diabetes sapato calçado ideal correto melhor

Calçado ideal para diabetes

 

DICAS CASEIRAS

O controle da glicemia é fundamental para que a doença fique sob controle, e a glicose no sangue não aumente. Para isso, faça exames periódicos e acompanhamento médico; mantenha uma prática regular de exercício e uma alimentação saudável com pouco açúcar, gordura e carboidratos. Para cuidar bem dos seus pés:

– Realize a avaliação com um médico ou fisioterapeuta para identificar a perda da sensibilidade;

– Corte a unha dos pés regularmente, em linha reta e não muito curtas. Caso prefira, vá a um pedólogo de confiança e avise que tem Diabetes;

– Ao lavar os pés, seque bem a área no meio dos dedos para evitar frieiras;

– Verifique diariamente os pés em busca de algum sinal de desconforto, como bolhas, calos, mudança de tonalidade da pele, aumento de temperatura, edema ou lesão;

– Utilize sapatos confortáveis, largos, com amortecimento no solado e sem costura interna;

– Troque de meias regularmente, principalmente em dias quentes, pois a meia molhada deixa os pés úmidos e aumenta o atrito, que pode causar bolhas.