Disque 4003-8033   ou

Artrite

De acordo com o estudo “Arthritis”, a artrite é o nome de um conjunto de doenças responsáveis pela inflamação das articulações. Existem muitas variações de artrite, sendo as mais comuns a psoríase a osteoartrite e a artrite reumatoide. Elas podem ser causadas pela obesidade, idade avançada, histórico familiar e lesões recorrentes. É muito comum que quem tem artrite sinta dores na articulação afetada (pé, joelho, tornozelo etc) e perceba inchaço e vermelhidão no local. Veja abaixo as principais causas, sintomas e tratamentos da doença.

Ilustração explicativa sobre articulação com artrite e sem

Ilustração explicativa sobre a artrite

CAUSAS

Acredita-se que o desgaste natural da articulação, por conta do avançar da idade, seja o principal responsável pelo desenvolvimento da doença. Por isso que ela é mais comum em pessoas idosas. Entretanto, outros motivos também podem ter influência no processo, como:

– Genética: a má formação dos membros ou o histórico familiar da doença aumentam as chances de artrite;

– Desalinhamento: a sobrecarga articular causada pelo desalinhamento dos membros inferiores (joelho valgo e varo e pisada pronada e supinada) aumenta a probabilidade de uma inflamação nas articulações;

– Lesões: a recorrência de incidentes traumáticos no esporte, no trabalho ou durante a vida pode comprometer a integridade do tecido articular;

– Obesidade: o excesso de peso aumenta a quantidade de carga nas articulações, o que pode acelerar seu desgaste;

– Infecções: a presença de bactérias, vírus ou fungos dentro do corpo pode causar a inflamação das articulações;

– Distúrbios autoimunes: acontece quando o organismo começa a atacar os próprios tecidos do corpo humano. Doenças musculares, circulatórias e ósseas também podem causar artrite. Neste caso, é muito comum o desenvolvimento da artrite reumatoide;

– Doenças metabólicas: doenças que causam formações de cristais dentro das articulações (gota, por exemplo) podem inflamar a articulação e, consequentemente, provocar os sintomas da artrite.

SINAIS E SINTOMAS

Os sintomas de artrite evoluem lentamente e estão relacionados à inflamação das articulações. Por isso, eles podem surgir em qualquer “junta” do corpo e limitar os movimentos. Os sinais e sintomas da artrite aparecem, principalmente, nas mãos, punhos, joelhos e pés, porque. É comum que eles incluam:

– Rigidez articular;

– Dor nas articulações;

– Vermelhidão na pele e ao redor da articulação;

– Aumento da temperatura na articulação atingida.

 
Além dos já citados, é importante estar atento a:

Dor inexplicável e forte bem localiza;

Aumento do tamanho de uma articulação;;

Febre localizada, associada a uma vermelhidão;

Sensação de peso ao movimentar uma articulação;

Redução significativa do peso brusca e involuntária;

Dores persistentes na articulação (superiores a 3 dias).

TIPOS DE ARTRITE

Artrose ou Osteoartrose
Essa doença desgasta a cartilagem que envolve os ossos e tem caráter degenerativo e progressivo (ela destrói as estruturas ao longo do tempo). São muitos os fatores que podem ajudar a desenvolver a artrose, e os mais importantes são os traumas, a sobrecarga e o desalinhamentos dos pés, tornozelos e joelhos. Estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros convivam com a doença, porém menos da metade sabe do diagnóstico. Conforme a patologia evolui, fica cada vez mais difícil movimentar a articulação afetada, sendo que as mais atingidas são aquelas que recebem o peso do corpo, como o quadril, joelho e o pé.

A artrose é rara antes dos 40 anos e muito comum após os 60 anos. Acreditava-se que a artrose fazia parte do processo natural do envelhecimento humano, porém hoje sabemos que ela é uma consequência das agressões que as articulações sofrem ao longo da vida. Os estudos mais recentes já comprovaram que é possível modificar o curso evolutivo da doença e diminuir os sintomas de dor e o processo degenerativo das articulações.

Ilustração de um joelho saudável e um joelho com cartilagem afetada

Ilustração de um joelho saudável e um joelho com cartilagem afetada pela artrose

 

Artrite Reumatoide (Artrite Anquilosante)
É uma doença crônica de caráter inflamatório autoimune (as células do sistema imunológico atacam os tecidos do próprio organismo). Essa patologia está associada a fatores genéticos e afeta 1% da população mundial, sendo mais comum nas mulheres do que nos homens.

A artrite reumatoide pode atingir qualquer articulação do corpo e é muito comum nos pés, mãos e punhos. Ela também atinge alguns órgãos, como os pulmões e a pele. Por conta dos danos que ela provoca na cartilagem, a região afetada pode ser deformada ou entrar em processo de erosão óssea. De acordo com o Colégio Americano de Reumatologia, o diagnóstico pode ser feito quando a pessoa apresenta, por mais de 6 semanas, 4 das 7 características apontadas abaixo:

– Inflamação de, no mínimo, três articulações;

– Artrite nas mãos ou nos punhos;

– Artrite simétrica (inflamação articular nos dois lados do corpo e ao mesmo tempo);

– “Caroços” que se formam nas proximidades das articulações, algo que é muito comum nas mãos e dedos (nódulos reumatoides);

– Presença de anticorpos específicos no sangue, conhecidos como fator reumatoide;

– Alterações articulares constatadas por exame de imagem, com presença de erosões ou descalcificações nas mãos e nos punhos.

 

Gota
A gota, também conhecida como artrite gotosa, é uma variedade de artrite caracterizada pela inflamação das articulações, devido à alta taxa de ácido úrico no sangue. Essa substância é produzida naturalmente pelo organismo e é resultado do metabolismo das purinas (proteínas encontradas em diversos alimentos). Quando o ácido úrico fica acumulado no sangue, são formados cristais que podem causar a inflamação das articulações.Pessoas com problemas no fígado ou nos rins apresentam um excesso de ácido úrico no sangue, pois esses órgãos são os responsáveis pelo equilíbrio metabólico do organismo. O excesso de ácido úrico no corpo pode acumular nas articulações, formando cristais que normalmente escolhem uma única articulação.

A Gota afeta mais os homens de meia-idade que estão acima do peso, e, caso não diagnosticada e tratada, ela pode evoluir para uma poliartrite inflamatória. Os principais fatores que podem levar ao desenvolvimento da gota são: desidratação, obesidade, anemia, diabetes, pressão alta, alterações da tireoide, alcoolismo, fatores genéticos e dietas radicais.
Pessoas com gota normalmente sentem dores intensas e pulsáteis nos dedos do pé. Os incômodos são acompanhados de febre local e vermelhidão, que aparecem durante os ciclos de crise. Neste período, a articulação fica mais sensível a qualquer tipo de contato (cerca de 3 a 10 dias).

O início do tratamento consiste em mudar a dieta, reduzindo o consumo de álcool e de carne vermelha. Também é muito importante praticar exercícios leves e utilizar palmilhas sob medida. Quando a doença atinge o estágio crônico, além desses cuidados primários, é necessário repouso, uso de anti-inflamatórios e fazer compressas frias.

 

Imagem ilustrativa de uma gota no dedão do pé.

Articulação com gota

 

Psoríase
A psoríase é uma doença autoimune, caracterizada pelo aparecimento de lesões avermelhadas e escamosas que afeta, principalmente, o couro cabeludo e a pele dos joelhos e cotovelos. Entretanto, essas lesões podem aparecer em qualquer parte do corpo. Na maioria dos casos, a psoríase antecede a inflamação articular (patologia conhecida como artrite psoriásica).

A psoríase afeta os homens e as mulheres da mesma forma. Os estudos apontam que 50% das pessoas que têm pais com psoríase também irão desenvolver a doença, mas isso não significa que todas elas desenvolverão a artrite psoriásica. Normalmente, menos de 20% das pessoas são afetadas por esta condição.

 

Artrite Psoriásica

Artrite Psoriásica

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus)
Essa é uma doença inflamatória crônica e autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos, de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam de acordo com a atividade da doença. Nesta enfermidade, podem ser encontrados quadros de dor articular, rigidez, sinovites fugazes e artrites deformantes não-erosivas (artropatia de Jaccoud) ou erosivas (rhupus).

Aproximadamente 95% das pessoas com lúpus sentem dores articulares, porém os incômodos no local nem sempre apresentam sinais inflamatórios. A artrite, no caso do Lúpus, normalmente acomete mais de quatro articulações e aparece de forma simétrica (acontece nos dois joelhos, cotovelos, tornozelos e etc).

Essa patologia é migratória, pois a inflamação pode desaparecer de um local e aparecer em outro. Não causa deformidade grave ou rigidez matinal como em outros tipos de artrite, mas a dor é muito intensa.

Febre Reumática
É uma resposta à infecção na garganta ocasionada por bactérias (estreptococo). Esta condição provoca febre, dor de garganta, caroços no pescoço (gânglios aumentados), vermelhidão intensa, pontos vermelhos ou placas de pus na garganta. A Febre Reumática é uma doença inflamatória que pode comprometer o coração, o cérebro, as articulações e a pele, principalmente de crianças de 5 a 15 anos.

A artrite da febre reumática é migratória e afeta grandes articulações como joelhos, cotovelo, tornozelo e punhos, sendo que as dores se iniciam geralmente nas pernas e vêm associadas de outros sinais inflamatórios, como aumento de temperatura, vermelhidão e inchaço. O tratamento para esse tipo de problema, em geral, é feito com anti-inflamatórios e repouso.

Espondilite Anquilosante
É doença inflamatória crônica e sem cura que atinge principalmente as articulações da coluna, mas pode atingir também o quadril, os joelhos e os ombros. Tem como característica principal a fusão das vértebras da coluna, o que dificulta a flexibilidade articular e encurva a postura para frente. Em casos graves, as costelas são afetadas e fica difícil respirar profundamente.

Essa doença é mais comum em homens e os sintomas se iniciam na fase adulta. Não existe cura para ela, porém o tratamento precoce evita a progressão e garante que as articulações continuem se movimentando. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas para que a pessoa continue vivendo bem. Yoga, pilates, fisioterapia, hidroginástica e reeducação postural (RPG) são métodos aconselhados para quem tem espondilite anquilosante, mas eles devem ser adaptados para fortalecerem a coluna e facilitarem a mobilidade.

Artrite Bacteriana
Também chamada de artrite séptica, essa infecção pode atingir as articulações após cirurgias ou se espalhar pela corrente sanguínea quando o sistema imune estiver fragilizado. A artrite bacteriana é comum em articulações como joelho e quadril, sendo que os idosos que colocam próteses nessas regiões são os mais afetados.

Os sintomas são dor intensa ao movimentar a região afetada, dificuldade de movimentar a articulação, inchaço e vermelhidão, febre acima de 38ºC, sensação de queimação e irritabilidade. A fisioterapia em casos de artrite séptica é muito importante, pois movimentar a articulação ajuda a inibir a dor e a recuperar os movimentos.

Artrite bacteriana

Artrite bacteriana

Esclerodermia
uma doença rara e autoimune que pode se manifestar inicialmente nas articulações das mãos e é muito confundida com a artrite reumatoide. Existem duas formas da doença: localizada e sistêmica.

A esclerodermia localizada atinge, normalmente, as mãos e rosto. Ela tem evolução lenta, sem grandes complicações, e seus sintomas podem desaparecer espontaneamente. Essa variação da doença afeta mais crianças e pessoas do sexo feminino, porém, quando ela atinge os homens, os efeitos são muito mais graves;

A esclerodermia sistêmica afeta os órgãos internos e certas áreas da pele. Sua evolução é lenta e progressiva, sendo que ela atinge mais as mulheres de 30 a 50 anos. Os sintomas incluem endurecimento da pele das mãos, dos pés e da face. A doença pode evoluir e interromper o movimento da articulação e dos outros locais afetados, por conta do acúmulo de cristais de cálcio sob a pele nas proximidades das articulações.

 

ARTRITE TEM CURA?

É importante destacar que ainda não existe uma cura definitiva para a artrite e não há como reverter as eventuais deformidades que ela possa ter causado (como protuberâncias e outros danos ao osso), mas os tratamentos são muito efetivos no retardamento da doença e na eliminação dos sintomas.

 

DIAGNÓSTICO

Para um bom diagnóstico da doença, um reumatologista deve ser procurado. Ele irá avaliar o histórico de dores e lesões, além de realizar exames físicos, laboratoriais e de imagem. Podem ser necessários exames no local da dor para analisar o movimento da articulação e para identificar se a estrutura está rígida. Os exames mais recomendados são:

Exames de sangue para identificar se a pessoa está com anemia ou convive com alguma outra alteração;

Raio-X para verificar do posicionamento e o aspecto geral das articulações;

Tomografia, ressonância magnética e ultrassom para identificar o local das inflamações e o estado das cartilagens e articulações.

Em alguns casos, os médicos optam pela artroscopia: cirurgia feita para examinar o interior das articulações e, ao mesmo tempo, retirar algum tecido local. Muito comum em casos de artrite localizada nos joelhos e no ombro. Assim como os sintomas, os tratamentos vão depender do tipo de doença que está relacionada à artrite. Por isso, a orientação de um profissional especializado é extremamente importante, como de um fisioterapeuta ou reumatologista, pois ele fará o diagnóstico e indicará o melhor tratamento.

 

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

O objetivo principal do tratamento é reduzir a dor, melhorar o funcionamento da articulação e evitar que o caso piore. Existe um tratamento ideal para cada tipo de artrite, porém algumas dicas ajudam a melhorar a inflamação articular. São elas:

Perder peso (se estiver acima do peso) diminui a sobrecarga sobre as articulações e evita que a doença piore;

Não fique muito tempo na mesma posição, pois isso pode causar dor e enrijecer a articulação;

Mantenha-se hidratado. Isso melhora a circulação no organismo e diminui as chances de artrites metabólicas (gota);

Faça fisioterapia. Os exercícios orientados pelo profissional ajudam a controlar a deformidade óssea e a rigidez muscular;

Pratique atividades físicas com pouco impacto. Fazer exercícios como pilates, natação e hidroginástica ajuda a manter a musculatura resistente;

Em momentos de crise e muita dor, fique em repouso para proteger a articulação;

Fazer compressas frias ajuda a conter a inflamação e amenizar as dores;

Use medicamentos prescritos apenas pelo médico;

Melhore sua alimentação. O consumo de alimentos saudáveis é essencial para tratar qualquer tipo de artrite, principalmente a artrite gotosa;

Massagem local também pode ser uma alternativa, pois estimula a circulação e ajuda a reduzir a rigidez articular. Escolha cremes hidratantes ou que estimulam a circulação, como os de cânfora, mentol e arnica;

Utilizar Palmilhas Pés Sem Dor.

PALMILHAS PÉS SEM DOR® PARA ARTRITE

Para eliminar as dores da artrite, a Pés Sem Dor utiliza aparelhos que detectam os desvios de pisada e o tamanho dos pés, o que permite a confecção de palmilhas específicas para cada um. Isso garante que a palmilha corrija o desalinhamento da pisada, melhore a distribuição das pressões plantares, elimine a sobrecarga e amenize o desenvolvimento da doença.

Imagem de um par de palmilhas com suas especificações.

CIRURGIA

O procedimento cirúrgico pode ser necessário em casos de degeneração articular para reconstruir ou substituir a articulação. Porém este método só é recomendado quando o tratamento conservador não surtir efeito. Um dos procedimentos mais realizados, principalmente entre os idosos, é a atroplastia. Este método cirúrgico consiste em substituir a articulação por uma prótese, sendo o quadril e o joelho as partes do corpo mais submetidas a esse tipo de cirurgia.

 

LINKS EXTERNOS SOBRE ARTRITE

1) Osteoartrite | Grupo Editorial Moreira JR
2) A fisioterapia na osteoartrose: uma revisão da literatura | Amélia Pasqual Marques e Akemi Kondo
3) Measurement of patient outcome in arthritis | Official Journal of the American Rheumatism Association
4) The American Rheumatism Association 1987 revised criteria for the classification of rheumatoid arthritis | Online Library Wiley


key-fujisaki
Autor(a):

Key Fujisaki é fisioterapeuta formada pela Universidade de São Paulo – USP, com intercâmbio na Universidade de Queensland – Austrália. Fez estágio no laboratório de pesquisa da School of Health and Rehabilitation Sciences da Universidade de Queensland no projeto “The effects of experimental knee pain in maximal voluntary extension force”. Analista de Fisioterapia na Pés Sem Dor, gosta de gastronomia e mergulho. Profissional com registro no crefito: 223367-F.

Você pode encontar Key Fujisaki no Linkedin.