Osteoporose

10 de junho de 2015

Entenda como a Osteoporose se desenvolve

Mulheres, atenção! Vocês sabiam que a osteoporose atinge o público feminino em uma proporção quatro vezes maior do que os homens? A explicação para isso está na queda dos níveis do hormônio estrogênio (responsável por retardar a perda óssea e fixar o cálcio no osso, o que ajuda no fortalecimento do sistema esquelético) após a menopausa, devido à ausência do ciclo menstrual.

osteoporose mulheres

1. Mulheres são o principal alvo da osteoporose

 

Os ossos do corpo humano estão em contínuo processo de renovação: enquanto há absorção dos tecidos ósseos envelhecidos, também há a formação de novas estruturas. Esse processo é conhecido como reabsorção óssea, e, geralmente, está em equilíbrio com a reconstrução do esqueleto até os 35 anos de idade.

Entretanto, após essa idade o corpo entra num estágio de “degeneração” e há uma perda gradual da densidade óssea. Isso faz parte do envelhecimento natural dos indivíduos, mas quando o organismo não se renova da maneira que deveria, os ossos ficam cada vez mais finos e fracos, aumentando a probabilidade de lesões e fraturas.

A osteoporose é a principal doença óssea metabólica e é uma das mais importantes patologias ligadas ao avançar da idade. Afeta mulheres em número muito maior do que homens, tanto por causa da menopausa quanto pelo fato delas possuírem estrutura óssea mais leve e fina.

Mesmo não sendo hereditária, o histórico familiar deve ser considerado para o diagnóstico da osteoporose. Isso porque a característica que determina se a vitamina D será eficiente na absorção do cálcio pelo organismo é transmitida pelos pais e indivíduos com essa capacidade reduzida tendem a desenvolver a doença na fase adulta.

 

Fatores de risco da osteoporose

Como já falado, a idade avançada e a menopausa têm grande influencia para o desenvolvimento dessa doença. Além disso, alguns outros fatores podem aumentar as chances de aparecimento da osteoporose, como por exemplo:

  • Tabagismo: As substâncias presentes nos cigarros interferem diretamente o funcionamento das células de construção do osso;
  • Alcoolismo: Bebidas alcoólicas contribuem para a diminuição do estoque de cálcio;
  • Sedentarismo: Práticas sedentárias prejudicam a formação do esquema esquelético;
  • Alimentação: A deficiência nutritiva, principalmente em cálcio e vitaminas, é um dos principais fatores para o desenvolvimento da osteoporose;
  • Sol: A luz solar é a principal fonte de vitamina D do organismo e quando há a privação do corpo desse bem natural, que é essencial para a absorção de cálcio, os ossos podem ficar fracos e sujeitos a fraturas;
  • Histórico familiar: O fator que determina a boa absorção do cálcio pelo corpo pode ser hereditário e pode ser responsável pela formação da osteoporose;
  • Baixo IMC: Índices de massa abaixo do ideal podem significar deficiência nutritiva.

 

Sintomas e diagnóstico da osteoporose

A osteoporose é uma doença silenciosa e os sintomas costumam aparecer apenas nos estágios mais avançados. Geralmente, o indivíduo é diagnosticado apenas após a ocorrência de alguma lesão ou fratura nos ossos, o que significa que os cuidados com a doença devem ser ainda maiores.

Entretanto, após a verificação da existência de algum fator de risco, algumas medidas podem ser tomadas para saber se a doença está se desenvolvendo, como, por exemplo, o acompanhamento e o controle da densidade óssea.

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2. Diminuição da estatura provocada pela osteoporose

 

A análise da densidade do osso pode ser feita por meio do exame de densitometria óssea, onde é utilizado uma aparelho de raio-x especial que detecta a perda de massa ao longo do tempo. Esse tipo de exame deve ser feito anualmente por homens acima de 70 anos e mulheres com mais de 65 anos.

Outros sinais também podem indicar a existência de degeneração óssea:

  • Dor ou sensibilidade nos ossos;
  • Diminuição da estatura conforme o decorrer da idade;
  • Dores no pescoço (por causa de fraturas na coluna);
  • Problemas de postura;
  • Lesões no fêmur e na coluna.

 

Prevenção e tratamento da osteoporose

Ainda não existem estudos concretos que determinem uma cura para a osteoporose, entretanto existem tratamentos eficazes para eliminar as dores e impedir que a doença se agrave. O correto é fazer o acompanhamento com médico especializado, pois ele saberá indicar o melhor tratamento para a individualidade de cada caso.

O melhor remédio contra a osteoporose é a prevenção. É importante manter hábitos saudáveis, com atividades físicas regulares (para melhorar a absorção de cálcio pelo organismo) e alimentação rica em nutrientes (como o leite e derivados). Para pessoas que fumam ou bebem com frequência, é importante deixar essas práticas de lado, pois elas afetam o funcionamento das células reparadoras dos ossos. Monitorar o peso também é fundamental. Lembre-se: Tanto o sobrepeso quanto o baixo peso podem prejudicar as estruturas do corpo e causar doenças.

 

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3. Caminhadas são essenciais no tratamento da osteoporose

 

O tratamento tem como objetivo controlar a dor, prevenir fraturas e retardar/interromper a perda óssea. Após o diagnóstico da doença, algumas medidas devem ser tomadas:

  • Melhorar o condicionamento físico, pois assim haverá um aumento do suporte muscular e, além disso, as atividades com forças compressivas, como a caminhada, ajudam na manutenção ou aumento da massa óssea;
  • Comer melhor. Algumas pessoas são intolerantes à lactose e, por isso, não podem beber leite e ficam com déficit em cálcio. Para elas, o mais recomendado é comer verduras (como espinafre e brócolis) ou peixes (salmão e sardinha), que possuem o mesmo referencial nutritivo;
  • Tomar sol por, no mínimo, 15 minutos diários em períodos onde a intensidade dos raios solares está reduzida (antes das 10h da manhã e após as 16h da tarde), para aumentar a quantidade de vitamina D no corpo;
  • Em alguns casos, a suplementação de cálcio pode ser recomendada;
  • O uso de medicação somente poderá ser feita com o auxílio de profissionais adequados;
  • Fazer adaptações na casa para evitar fraturas e lesões provenientes de acidentes domésticos (essa dica é ainda mais válida para pessoas idosas).

 

Como a palmilha Pés Sem Dor pode ajudar no tratamento da osteoporose

Pessoas com osteoporose possuem uma maior fragilidade óssea. Por essa razão, os desalinhamentos e alterações na pisada devem ser controlados para que não sobrecarreguem algumas regiões de corpo e causem lesões ou fraturas.

 

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4. Tipos de pisadas

 

A pisada supinada faz com que o pé realize um movimento “para fora”, sobrecarregando o quinto metatarso e o dedinho; enquanto a pisada pronada traz o pé “para dentro”, pressionando exageradamente o primeiro metatarso e o dedão.

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5. Joelho varo

 

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6. Joelho valgo

 

Da mesma forma, os desalinhamentos do joelho podem afetar o funcionamento do sistema locomotor e sobrecarregar os pés e tornozelos. Devido a isso, é importante utilizar palmilhas Pés Sem Dor com elevação no arco plantar (dependendo de cada caso) para evitar que os desalinhamentos agravem ainda mais a osteoporose.

 

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