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CAUSAS

– Genética: o desalinhamento articular está altamente associado a fatores genéticos. Uma vez que a evolução óssea de cada indivíduo é determinada geneticamente, o crescimento ósseo pode sofrer modificações, por conta dos fatores externos, ao longo da maturação;

– Doenças: em casos de modificação do metabolismo ósseo, como no raquitismo ou osteoporose, os ossos ficam mais frágeis e o próprio peso corporal pode influenciar no desvio das estruturas da tíbia e do fêmur;

– Pisada: os pés, tornozelos e joelhos sustentam nosso corpo. Quando alguma dessas articulações sofre um desvio, as estruturas relacionadas também sofrem modificações. A pisada pronada, aquela em que a articulação do tornozelo (subtalar) desvia para dentro, está diretamente ligada ao valgismo. Já a pisada supinada, tornozelo para fora, está mais relacionada ao varismo;

– Fraqueza muscular: a musculatura é fundamental para a estabilidade do joelho pois ela posiciona as estruturas ósseas. Quando ela está enfraquecida, a probabilidade de ocorrer um desvio na articulação é grande. Os músculos do quadril também interferem no posicionamento do joelho, uma vez que ajudam a alinhar o fêmur com a tíbia. Caso o fêmur sofra algum desvio, o joelho ficará mal posicionado. Normalmente, ocorre uma rotação interna do fêmur devido à fraqueza do glúteo, desalinhando os joelhos para dentro (valgo);

– Traumas: os tecidos sofrem modificações estruturais quando são atingidos por lesões prévias, ficando menos resistentes, o que favorece o desvio articular. A lesão do menisco também está relacionada ao avanço do desalinhamento e, muitas vezes, é necessário retirar essa cartilagem (menisco). Quando isso ocorre, o encaixe entre o fêmur e a tíbia fica prejudicado, o que leva à deformidade óssea.

 

PREVENÇÃO E TRATAMENTO PARA DOR NA FRENTE DO JOELHO

O tratamento para joelho valgo ou varo está associado ao alinhamento estrutural e vai depender do grau de desvio entre o fêmur, a tíbia e a idade do paciente. Em desvios mais leves normalmente podem ser utilizados exercícios e dispositivos ortopédicos para correção, como palmilhas e talas, por exemplo. Em casos em que a angulação entre os ossos é maior, a cirurgia pode ser necessária.

Tratamento conservador

– Fortalecimento: uma musculatura flácida é incapaz de manter o joelho alinhado. Por ser uma articulação que recebe muita carga e que realiza movimentos de grande amplitude, a região fica mais instável. A musculatura é o único componente ativo da articulação, ou seja, pode ser acionada voluntariamente para alinhar a estrutura. Quando ela está enfraquecida, a sua contração é insuficiente para manter o posicionamento correto dos ossos. Desta forma, os joelhos podem desalinhar, causando o varo ou o valgo;

– Brace: o brace é uma joelheira que oferece maior suporte estrutural nas laterais, com opção de regulagem para limitar os movimentos do joelho. Alguns braces também podem ser adaptados para dar mais suporte na parte interna, evitando os desvios do joelho;

– Palmilha: sabe-se que uma pisada pronada ou supinada pode levar ao desalinhamento do joelho, pois as articulações estão diretamente ligadas. As palmilhas ortopédicas com inclinação ajudam a alinhar os pés durante a pisada e, consequentemente, proporcionam melhor alinhamento dos joelhos. Muitos estudos comprovam a eficiência da palmilha no tratamento de pacientes com desalinhamento de joelho;

– Controle muscular: além de ter uma musculatura forte, é importante saber quando a contrair. Essa ação, quando correta, estabiliza a articulação durante o movimento, evitando os desvios e, consequentemente, as lesões.

A melhora do controle muscular é trabalhada no esporte com o auxílio de um treinador. Os gestos esportivos têm maior intensidade e, por isso, sua execução precisa ser perfeita para evitar as lesões. Durante o treino, os movimentos são divididos em partes menores e trabalhados separadamente (no vôlei, por exemplo, quando é feito exclusivamente o treino de salto, depois o de bloqueio, etc). Quando todas as partes do movimento estiverem sendo realizadas corretamente, o treinador (ou o fisioterapeuta) começa a juntar as parcelas até o movimento ficar completo (seguindo o mesmo exemplo, o treino envolvendo todas as habilidades do atleta, precisando saltar, bloquear, sacar, etc).

Articulação do joelho lesionada

Região de dor

 

PALMILHAS PÉS SEM DOR® PARA JOELHO VALGO E VARO

As palmilhas ortopédicas personalizadas da Pés Sem Dor proporcionam o realinhamento dos pés, tornozelos e joelhos por meio de elevações nas bordas da palmilha, as cunhas corretoras. A cunha interna é ideal para corrigir o desalinhamento em valgo, pois ajuda a levar para fora o joelho que está para dentro (em X). Já a cunha externa reposiciona para dentro o joelho que está arqueado para fora.

O alinhamento da pisada é realizado através de elevações laterais para posicionar melhor os joelhos. Desta forma, pode-se evitar as lesões por compressão no varismo (quando os joelhos vão para fora) e por estiramento no valgismo (joelhos em X). Quando o joelho e os pés inclinam para fora, utiliza-se uma cunha lateral externa para alinhar a pisada. Já nas situações em que os pés e tornozelos rodam para dentro, é necessária a aplicação de uma cunha interna. Adicionalmente, as palmilhas possuem o formato ideal para acomodar os seus pés, oferecendo um suporte de arco que melhora o amortecimento e a distribuição de carga.

Palmilha Pés Sem Dor

Palmilhas sob medida Pés Sem Dor

Para alcançar a excelência e oferecer um produto de qualidade, a Pés Sem Dor investe em tecnologia. Aparelhos como a baropodometria são utilizados para verificar o alinhamento da pisada e a concentração de pressão, enquanto que o escâner 3D ajuda a compreender o formato e as medidas dos pés. Desta forma, a distribuição da sobrecarga nos tornozelos e nos pés é melhor, o que auxilia no alinhamento dos joelhos e na eliminação e prevenção da dor.

 

CIRURGIA

Tratamento cirúrgico

– Epifisiodese: este procedimento consiste em travar precocemente o crescimento ósseo de um dos lados da tíbia ou do fêmur, com o intuito de que o outro lado cresça alinhando a estrutura óssea. Só pode ser realizado em crianças de 8 a 12 anos pois é necessário que o paciente ainda possua a área de crescimento ósseo ativo.

No joelho valgo, as travas são posicionadas na região interna da extremidade superior da tíbia ou da extremidade inferior do fêmur. Para os joelhos varos, a mesma técnica é utilizada, porém as travas serão fixadas na região lateral dos ossos;

– Osteotomia: é um método um pouco mais agressivo, e realizado em pacientes adultos que já possuem a estrutura óssea consolidada. Nessa técnica, retira-se uma parte triangular do osso, com o formato de uma cunha, para corrigir o desvio. Outra opção é cortar o osso (tíbia ou fêmur) e reposicioná-lo na posição correta com placas e parafusos, preenchendo o espaço que ficou aberto com o tecido ósseo de outra região;

– Artroplastia: cirurgia que substitui parte da articulação (unicompartimental) ou a articulação completa (total) por uma prótese. Esse método é indicado para pacientes mais idosos e, particularmente, aqueles com necrose óssea ou grave desgaste articular. Em casos de desgaste grave, as cirurgias totais são mais recomendadas mesmo se apenas um dos lados estiver desgastado.

 

ESPORTES

Estudos comparando atletas com maior e menor desvio de joelho comprovou que quanto maior o desvio, maior são as chances de lesão na articulação. Por isso, as deformidades estruturais são cada vez menos comuns nos esportes profissionais. Com a profissionalização dos atletas acontecendo cedo, os desvios de joelho são acompanhados e tratados precocemente caso necessário.

Um dos atletas mais famosos pelos joelhos desalinhados foi Garrincha, o “Anjo das Pernas Tortas”. O atleta sofria de uma doença genética que causou a deformidade de seus joelhos para a esquerda, ou seja, o joelho esquerdo varo (para fora) e o joelho direito valgo (para dentro). Apesar do desalinhamento dos joelhos, Garrincha é considerado até hoje um dos maiores dribladores da história do futebol.

No esporte, o varo e o valgo dinâmico (que acontecem durante o movimento) são mais comuns, levando a lesões com necessidade cirúrgica. Alguns pesquisadores indicam que a doença atinge principalmente mulheres, por conta da diferença hormonal que deixa os ligamentos menos resistentes. Já outras pesquisas defendem que a grande incidência no público feminino é por conta do quadril mais largo, que leva a um aumento do ângulo entre o fêmur e a tíbia.

 

DICAS E CURIOSIDADES

Caso perceba um desalinhamento dos joelhos, o ideal é procurar um especialista para que ele consiga medir a angulação e detectar qual a causa. Lembre-se que, durante o desenvolvimento ósseo de bebês e crianças, o desalinhamento pode ser normal, mas na dúvida procure um profissional.Algumas medidas podem ser tomadas em caso de um desalinhamento mais leve. Veja abaixo:

Fortalecimento muscular
A musculatura é a única estrutura que pode ser modificada para oferecer maior estabilidade articular. Logo, realizar exercícios de fortalecimento é muito importante durante o tratamento conservador;

Flexão de joelho
Em pé, apoie-se em uma cadeira ou na parede. Mantendo o corpo ereto, flexione um dos joelhos, levando o calcanhar em direção à região posterior da coxa. Volte a posição inicial lentamente. Realize 3 séries de 10 repetições com cada joelho, 3 vezes por semana. Caso queira melhorar o ganho de massa muscular, coloque peso extra na região do tornozelo;

Extensão de joelho
Sentado em uma cadeira, estique uma das pernas alinhando o quadril, joelho e pés até que formem um ângulo de 90° com o tronco. Volte a posição inicial lentamente. Realize o movimento 10 vezes e troque de perna. Realize 3 séries de 10 repetições com cada perna, 3 vezes por semana. Para melhorar o ganho de força, coloque pesos no tornozelo;

Ponte
Deitado de barriga para cima, mantenha os braços apoiados na lateral do corpo, dobre os joelhos apoiando os pés no chão. Eleve o tronco mantendo a coluna e a pelve alinhada com os joelhos. Mantenha-se nessa posição durante 10 segundos e depois desça lentamente para a posição original. Preste atenção para que os joelhos não desviem para dentro ou para fora durante o movimento. Realize 3 séries de 10 repetições, 3 vezes por semana;

Agachamento
Sente na beira de uma cadeira. Leve o tronco para a frente e inicie o movimento para levantar. Preste atenção e veja se o seu joelho continua alinhado com as pontas dos pés. Volte à posição inicial lentamente.

– Para pessoas com joelhos valgos, alguns exercícios podem ser realizados para ajudar o alinhamento. Veja abaixo:

Abdução dos joelhos – força para separar os joelhos
Sentado, amarre um elástico de exercício unindo os dois joelhos. Faça uma força para abrir a perna separando os dois joelhos. Segure-os na posição por 10 segundos e solte lentamente. Realize 3 séries de 10 repetições, 3 vezes por semana;

Abdução de quadril – força para abrir as pernas
Deitado de lado, flexione levemente a perna que está em baixo e estique a de cima. Com a perna esticada eleve o pé, mantendo o alinhamento do tronco. Volte lentamente para a posição inicial. Realize 3 séries de 10 repetições com cada perna, 3 vezes por semana. Pode ser adicionado pesos extras à região do tornozelo para melhorar o ganho de força.

– Para pessoas com joelhos varos, aqueles com desvio para fora, outros exercícios serão mais recomendados. Veja abaixo:

Adução dos joelhos – força para unir os joelhos
Sentado, posicione uma bola (mais ou menos 20 cm de diâmetro) entre os joelhos. Aperte-a, segure a pressão por 10 segundos e solte lentamente. Realize 3 séries de 10 repetições, 3 vezes por semana;

Adução de quadril – força para fechar as pernas
De pé, prenda um elástico de exercício em algum lugar firme na altura do tornozelo. Depois, amarre o elástico no tornozelo. De um passo para o lado deixando o elástico esticado e as pernas afastadas. Com o peso sobre o pé sem elástico, faça força para unir as pernas vencendo a resistência do elástico. Realize 3 séries de 10 repetições com cada perna, 3 vezes por semana.